George Russell na Mercedes

Mercedes e Red Bull, há alguns anos, entraram em uma disputa para assinar com um jovem piloto que estava surgindo nas categorias menores. Era Max Verstappen.

Apesar de a Mercedes já ser a equipe dominante da F1 naquele momento, a Red Bull ofereceu a Verstappen a chance de correr pela Toro Rosso no ano seguinte, proposta que a montadora alemã jamais poderia igualar.

Com Verstappen tendo fechado com a Red Bull, a Mercedes reconheceu que não tinha um programa de jovens pilotos estruturado e nem sequer poderia garantir a presença do holandês na F1 em um futuro próximo.

A montadora alemã percebeu o erro, e no ano seguinte montou um programa júnior ao trazer Esteban Ocon, protegido da Lotus, no acordo de fornecimento de motores para a escuderia inglesa de 2015, e Pascal Wehrlein, campeão do DTM também em 2015.

O germânico foi o primeiro a estrear na F1, correndo pela Manor desde a abertura da temporada passada. Ocon chegou depois, tomando a vaga de Rio Haryanto, no mesmo time, após o indonésio ficar sem dinheiro dos patrocinadores.

Para a próxima temporada, Wehrlein vai correr pela Sauber, enquanto Ocon será piloto da Force India, equipe pelas quais eles devem conquistar melhores resultados.

Para substituí-los no programa para jovens pilotos, a Mercedes já anunciou George Russell, britânico que disputou a F3 Euro nas duas últimas temporadas.

Apesar de ser considerado um fenômeno na época do kartismo, a carreira de Russell ainda não decolou. Em duas temporadas na F3 foram apenas três vitórias em 63 corridas, além da pole para o tradicional GP de Macau no ano passado.

Antes, a apagada temporada na F-Renault Alps, em 2014, foi esquecida graças ao título da F4 Inglesa (quando virou contra Arjun Maini só na última etapa) e a uma vitória como convidado na última etapa da F-Renault Eurocup.

Russell é, portanto, um piloto que já demonstrou ter potencial para um dia ser astro do esporte, mas que até agora ainda não teve um ano dominante em alguma categoria. Situação que pode mudar em 2017, já que ele vai disputar a GP3 pela poderosa ART e com apoio da Mercedes.

O curioso de a Mercedes ter assinado com Russell é que agora a montadora tem o piloto que venceu Verstappen na F3 (Ocon) e o antigo companheiro do holandês na época do kartistmo (Russell) com contrato. Só não conseguiu o principal, o próprio Verstappen.

Mas é uma boa estratégia. Se uma equipe não tem o melhor piloto disponível, o ideal é ter o segundo e o terceiro melhores. Vai que em algum momento dá algo errado para o adversário…

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Um comentário sobre “George Russell na Mercedes

  1. I agree. He is an amazing driver, but in the shadows of Charles Leclerc and Max Verstappen.

    He impressed me in his first weekend with Carlin in Silverstone. Massive weekend! But sadly was just a spark of what he is capable.

    Mercedes AMG needs now a test driver. For me they could choose Robert Wickens or even Edo Mortara. If they have intentions to develop a young driver, George is the better option maybe.

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