Os desafios dos novos donos da F1

Ross Brawn e Chase Carrey, que substituíram Bernie Ecclestone no comando esportivo da F1, precisarão resolver dois problemas logo de cara: o GP da Inglaterra e a Manor.

Das duas tarefas, a mais fácil de resolver a etapa britânica.

Com a Liberty, nova dona da F1, falando em aumentar o calendário para até 25 corridas, pegaria muito mal perder o GP da Inglaterra, casa de diversas equipes, neste momento.

A questão é que por causa das altas taxas cobradas, a F1 dá prejuízo para as pistas, e é preciso que os governos completem o orçamento para que se tenha corrida.

Como o dinheiro britânico destinado ao GP da Inglaterra diminuiu, e Silverstone não conseguiu ser vendido no ano passado (o acordo com o grupo Jaguar Land Rover não foi aprovado e os outros dois interessados Lawrence Tomlinson e Jonathan Palmer desistiram), a pista não tem como pagar pela prova.

A solução é a Liberty diminuir o pagamento que exige das pistas e apostar em compensar esse dinheiro tendo mais países pagando, além de outras formas de exploração do circuito (como mais placas de publicidade, aluguel de lojas, etc).

Quanto à Manor, talvez já seja tarde demais para salvá-la.

O principal problema nesse momento é que a empresa que está em recuperação judicial é a Just Racing Services, responsável por operar a Manor. Quem tem a vaga da F1 é outra empresa, a Manor Grand Prix Racing ainda de Stephen Fitzpatrick.

Separar empresas é uma prática comum em qualquer grupo.

Só que nada adianta alguém comprar a Just Racing (ou seja, os carros, a estrutura) e não ter a vaga na F1. Ainda é preciso convencer Fitzpatrick a vender sua companhia. E ele tem dito não para quem o procura, pedindo sempre mais dinheiro.

Assim como a Caterham, a HRT e a USF1, a Manor chegou à F1 com a promessa de um teto orçamentário que nunca foi implantado. Assim, nunca teve dinheiro para ser competitiva e já passou por diversos donos.

Talvez o melhor agora fosse deixar a equipe morrer, e Brawn e Carey abrirem um processo de seleção para novas equipes com maiores atrativos, como uma premiação mais justa e dinheiro nos primeiros anos.

Daí poderiam atrair equipes mais estáveis (como a Haas) e com dinheiro suficiente para sobreviver. Só que esse é um processo que pode levar anos. E é provável que, se Fitzpatrick não mudar de ideia, a F1 tenha apenas 20 carros no grid ao menos até 2019.

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