O que deu errado na corrida virtual da Formula E

Por causa das obras sendo feitas até a última hora e muitas vezes sem serem terminadas, muitos jornalistas estrangeiros dizem que a impressão quando chegam ao GP do Brasil é que só avisaram Interlagos na semana anterior que haveria uma corrida.

Dá para dizer o mesmo da primeira etapa virtual da Formula E, realizada na noite deste sábado, dia 7, em Las Vegas, em que dez gamers de simuladores enfrentaram os 20 pilotos da categoria em uma prova on-line.

Apesar de ter sido disputada durante a CES, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo, o evento foi marcado por pequenos problemas técnicos.

Um deles comprometeu até mesmo o resultado final. Um bug permitiu que o FanBoost do finlandês Olli Pahkala durasse seis voltas, período em que ele era dois segundos por giro mais rápido que qualquer outro competidor.

Como ele cruzou a linha de chegada com uma vantagem de nove segundos, dá para ver que ele não teria sido o vencedor em condições normais.

Algumas horas após a cerimônia de pódio, a organização da corrida percebeu o erro e declarou que o holandês Bono Huis, outro gamer, foi o campeão.

Esse não foi o único problema da prova. Por causa das falhas técnicas antes da largada, a organização chegou a anunciar que Loïc Duval não participaria do evento. Mas conseguiram consertar o problema, e o francês correu normalmente.

Mas aí foi a vez do simulador de Lucas Di Grassi falhar, deixando-o de vez de fora da corrida.

Enquanto tentava resolver esses pequenos problemas, a organização da Formula E diminuía o número de voltas disputadas. No fim, os carros deram 20 voltas pelo circuito virtual de Las Vegas, tornando os pit-stops praticamente inúteis. Afinal, com inúmeras voltas a menos, não teria por que economizar a bateria dos carros e tentar estratégias diferentes.

Aliás, o próprio circuito deixou a desejar. Apesar de ele passar pelos pontos turísticos de Las Vegas (os cassinos), era praticamente impossível ultrapassar. Lembrou as mais chatas corridas da Formula E até agora, com o agravante de que aquela bagunça por pilotos terem mais ou menos bateria nas voltas finais não aconteceu.

Como era uma prova disputada em um ambiente virtual, talvez pudessem ter sido mais criativos com a construção da pista e tornado a prova mais interessante para quem assistia.

Quem sabe da próxima vez não tenha uma versão beta da corrida, para verificar tudo, e o evento acontecer sem todos esses probelmas.

Quanto ao desempenho dos pilotos profissionais, é difícil falar se eles deixaram a desejar. O único que andou bem foi Felix Rosenqvist, o segundo colocado. Os demais terminaram atrás de praticamente todos os gamers.

Aliás, a maior parte dos pilotos virtuais faz parte da mesma equipe, a RedLine. Quem mais corre por ela nos simuladores? Um tal de Max Verstappen e um Lando Norris. Não sei se já ouviram falar deles…

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