Os melhores de 2016

O último post de 2016 no World of Motorsport não é bem uma retrospectiva. É mais uma daquelas listas que elegem os melhores da temporada.

Usando os mesmos quesitos da antiga eleição que o site Driver Database promovia há alguns anos, comento aqui os meus vencedores. Além disso, em todas as categorias também entra um prêmio – digamos assim – para o melhor brasileiro. Vamos aos eleitos!

Revelação do ano: Antonio Giovinazzi. O italiano chegou muito próximo de ser o primeiro novato, desde Nico Hulkenberg, em 2009, a ser campeão da GP2. Ele até chegou como líder da tabela de pontos em Abu Dhabi, mas acabou sofrendo a virada e terminou como vice de Pierre Gasly, seu companheiro de equipe na Prema.

As atuações, porém, não passaram despercebidas pela Ferrari, que o contratou como reserva. É bastante improvável que ele tenha uma chance como titular da equipe italiana, mas caso mantenha o apoio da Jagonya Ayam, no futuro poderá aparecer em algum time menor do grid.

No Brasil: Matheus Leist. Ele se tornou o 13º piloto brasileiro a ser campeão da F3 Inglesa ao virar contra Ricky Collard na última etapa, mesmo competindo pela Double R. Será que foi um ano de sorte ou Leist evoluiu e se tornou um dos principais nomes das divisões menores do esporte a motor? Menção especial a Felipe Drugovich, da F4 Alemã.

Leist
Em 2017 vamos descobrir se Matheus Leist evoluiu e será uma das estrelas da base

Piloto de turismo, monopostos ou rali: Shane Van Gisbergen. O neozelandês foi no mesmo ano campeão da Supercars, na Austrália, das 12 Horas de Bathurst e da Blancpain Endurance Series. O hepta de Jimmie Johnson na Nascar também merece ser lembrado.

No Brasil: Felipe Fraga, que se tornou o mais jovem campeão da Stock Car, em um ano que teve apenas a pressão de ter o companheiro de equipe como atual vencedor da categoria, de ver Cacá Bueno ser contratado para sua vaga na próxima temporada e enfrentar Rubens Barrichello na decisão.

Melhor kartista: Victor Martins. Em um ano em que ninguém foi especialmente constante no kartismo, o francês se tornou um dos poucos novatos a ser campeão mundial da divisão júnior (OKJ).

No Brasil: Marcel Della Coletta. Vencedor da Seletiva Petrobras, vencedor da seletiva para disputar a bolsa da USF2000 e só não foi campeão do Brasileiro de Kart porque acabou punido por se envolver um acidente. Faltou só experiência internacional relevante. Quinto colocado no Mundial de Kart na divisão OKJ, Gianluca Petecof vale ser citado.

Alex Rossi
Alexander Rossi venceu as 500 Milhas de Indianápolis de forma surpreendente

Surpresa do ano: Alexander Rossi. Não foi um ano de muitas surpresas no automobilismo (tirando a aposentadoria de Nico Rosberg, claro, mas aí é um fator de fora das pistas), a principal foi a vitória de Rossi, então novato e ainda focado em voltar à F1, nas 500 Milhas de Indianápolis.

No Brasil: Pipo Derani. Vitórias nas 24 Horas de Daytona e nas 12 Horas de Sebring, segundo lugar na Petit Le Mans e convidado pela organização do WEC para testar pela Toyota no treino dos novatos da LMP1.

Novato do ano: Alexander Rossi. Apesar de nenhum estreante ter brilhado na F1, 2016 foi um ano de bons novatos nos campeonatos em geral. Teve Chase Elliott na Nascar, Stoffel Vandoorne na Super Formula, Charles Leclerc na GP3 e Antonio Giovinazzi na GP2. Mas só um deles terminou a temporada como campeão da Indy 500.

No Brasil: Felipe Drugovich. Enquanto no mundo os novatos brilharam, os brasileiros não foram bem. Pedro Piquet, Pietro Fittipaldi e Vitor Baptista decepcionaram em seus primeiros anos nas respectivas categorias. Drugovich, porém, teve um bom primeiro ano nos monopostos, pontuando em 14 das 24 corridas da F4 Alemã, com direito a um pódio.

Piloto de monoposto do ano: Nico Rosberg. É a história mais louca do esporte a motor em um ano não menos imprevisível. Sabidamente menos talentoso que Lewis Hamilton, o alemão da Mercedes trabalhou duro para superar o companheiro de equipe. Conseguiu, foi campeão e se aposentou.

No Brasil: Lucas Di Grassi. O título da Formula E só escapou na última corrida em uma bizarra disputa com Sébastien Buemi valendo a melhor volta da prova.

Pipo Derani
Qualquer que fosse o piloto brasileiro eleito como o melhor do ano entre Derani, Bruno Senna, Felipe Fraga e Lucas di Grassi teria seus méritos

Piloto do ano: Nico Rosberg. Entre os GPs da Espanha e da Áustria, o alemão só subiu no pódio uma vez e quase colocou tudo a perder ao fechar a porta da Hamilton na última volta no Red Bull Ring, quando ambos acabaram se tocando. Foi o único momento do ano em que ele quase colocou tudo a perder. No resto, foi praticamente imbatível e, se não podia vencer o companheiro de equipe, era sempre o segundo. Foi campeão.

No Brasil: Como nenhum brasileiro brilhou na F1 ou na Indy, qualquer que fosse o escolhido entre Bruno Senna, Lucas Di Grassi, Pipo Derani e Felipe Fraga como piloto do ano no país seria uma opção. Há argumentos favoráveis para todos eles. O vencedor é Pipo Derani por um único detalhe: ele venceu duas corridas (Daytona e Sebring) que outros competidores levam a vida inteira tentando e não conseguem.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s