Enzo Fittipaldi na Academia da Ferrari

Mesmo para quem acompanha as categorias menores, não é tão fácil entender como Enzo Fittipaldi, o irmão mais novo de Pietro, foi parar na Academia da Ferrari.

Talvez a análise mais fácil – e preguiçosa – é dizer que ele entrou no programa de jovens pilotos de Maranello por causa do sobrenome famoso e por ter apoio de Carlos Slim Jr, dono da Claro e da Telmex, que também é um dos patrocinadores da escuderia italiana.

Esse tipo de análise faz sentido. Levando em conta que estamos falando de um menino de 15 anos, ele ainda não brilhou no esporte a motor. Não é dono de nenhum resultado extremamente relevante no kart (como um Europeu ou um Mundial), teve o oitavo lugar como melhor resultado na temporada que fez na Ginetta Junior e foi o sexto em uma prova da F4 Mexicana (a única que disputou em monopostos até agora) antes da corrida da F1 no país.

Só que Fittipaldi foi chamado pela Ferrari para uma avaliação em Fiorano, em novembro, onde guiou um carro de F4 ao lado de outros pilotos.Portanto, a Ferrari teve a chance de ver de perto do que ele é capaz.

Em outros anos, essa avaliação não promoveu ninguém à Academia, mas dessa vez deu certo, e o brasileiro foi escolhido.

Agora, resta ao piloto mostrar na pista por que mereceu uma chance na Academia da Ferrari, um dos programas mais seletos da F1.

ARMSTRONG

O problema do anúncio de Enzo é que, por causa do sobrenome famoso, ele acabou ofuscando o outro piloto que assinou com a Ferrari: Marcus Armstrong.

Tendo sido um dos principais pilotos da divisão Junior do kartismo em 2015, neste ano ele subiu para a categoria principal (a OK), mas sem conseguir bons resultados.

Tudo mudou quando ele resolveu estrear nos monopostos pela R-Ace. Em sua primeira etapa na F-Renault NEC, foi o quarto colocado na segunda bateria de Nurburgring. Na Eurocup, o desempenho foi ainda melhor. Esteve na briga pelo pódio até rodar por causa da chuva no Estoril.

Geralmente, a Academia da Ferrari não é conhecida por assinar com superastros do kartismo. Ela prefere desenvolver dentro de casa seus pilotos, especialmente se forem italianos. A exceção foi Charles Leclerc, reconhecido desde a época de kart, mas que só entrou para a Ferrari neste ano, depois de uma temporada na F3 e outra na F-Renault.

Assinar com Armstrong, portanto, mostra a mudança na mentalidade e um acerto do time. Afinal, é um nome de peso a menos para Red Bull, Mercedes ou Renault.

O problema para ele – e para Enzo – é que a equipe principal da Ferrari na F1 não costuma ter espaço para novatos. Basta ver que os dois titulares, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, já foram campeões do mundo e correram por outros times grandes. O mesmo aconteceu com Fernando Alonso.

Ah, Armstrong, assim como Fittipaldi, participou da avaliação em Fiorano, mostrando que os dias de testes passaram a ser valorizados pela equipe.

A expectativa agora é que os dois corram pela Prema, em 2017, seja na F4 Italiana, seja na F4 Alemã.

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2 comentários sobre “Enzo Fittipaldi na Academia da Ferrari

  1. Why some many drivers? Thats the question.
    I think probably they are doing more marketing than an real objective for its drivers (except Leclerc).

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