Curiosidades sobre os números na F1

No fim da temporada 2013, a FIA anunciou que os pilotos poderiam escolher um número e usá-lo por toda a carreira na F1. A única exceção ficou sendo o 1, reservado apenas ao campeão do ano anterior.

Antes, a ordem era de acordo com o Mundial de Construtores do ano anterior. A equipe mais bem classificada ficava com o 1 e 2, a segunda colocada tinha o 3 e 4 e assim por diante.

A única exceção era se o piloto campeão não fizesse parte da equipe vencedora entre os Construtores. Daí o 1 sempre ficaria para o piloto, enquanto o time ganhador tinha que se contentar com o 3 e 4.

Por que estou voltando neste assunto hoje? É que a Mobil divulgou uma série de vídeos de uma promoção que eles estão fazendo na Europa, envolvendo os pilotos da McLaren.

Neles, Jenson Button, Stoffel Vandoorne e Fernando Alonso disputam uma corrida de kart de uma volta com Mika Hakkinen e David Coulthard, que defenderam a McLaren no fim da década de 1990 e começo de 2000, época, portanto, do sistema antigo de numeração.

Na prova, Alonso tem o kart 14, Button anda com o 22 e Vandoorne é o 47, números que eles usaram na F1 em 2016. Vale um parênteses que o belga correrá com o 2 a partir do ano que vem.

A situação curiosa fica por conta de Hakkinen, que teve o kart número 8, o mesmo usado por ele no primeiro título na F1 em 1998.

Muita gente lembra que no fim do campeonato de 2001, o finlandês deixou a F1 dizendo que ia tirar um ano sabático e voltaria em 2003. Jamais retornou à categoria. Depois, passou pelo DTM e teve uma rápida aparição de carros GT em 2011.

Caso Hakkinen, hoje com 48 anos, decidisse encerrar suas quase duas décadas sabáticas, ele encontraria um problema: o número 8 já é de Romain Grosjean.

A FIA determina que mesmo que um piloto deixe a F1, ele tem direito ao número pelas duas temporadas seguintes.

Assim, se Grosjean der uma de Nico Rosberg e anunciar hoje que está se aposentado da F1, Hakkinen só poderia usar o número 8 em 2019. Caso Grosjean dispute a temporada 2017 normalmente e depois pare, então o bicampeão só terá direito ao algarismo escolhido em 2020.

WILLIAMS

Com o retorno de Massa, a Williams terá seus pilotos com a numeração seguida no ano que vem. Lance Stroll pilotará o carro 18, enquanto o brasileiro guiará o 19.

Apesar de desde a década de 1970 a FIA ter colocado números sequenciais para as equipes, a combinação 18 e 19 não era muito comum.

É que, apesar de F1 pular o 13, o número 14 geralmente era destinado a um time de um carro só. Daí seguia com 15 e 16, 17 e 18, 19 e 20. Quem mais usou o 18 e 19 foi a Surtees, no começo da década de 1970.

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