Massa de volta à F1?

Quando Nico Rosberg decidiu se aposentar da F1, após ser campeão em Abu Dhabi, parecia que, conforme os substitutos fossem sendo escolhidos, quem acabaria com uma vaga na categoria seria Felipe Nasr.

Mas a situação mudou nos últimos dias e é Felipe Massa quem aparece como favorito para voltar ao campeonato. No caso, o brasileiro substituiria na Williams Valtteri Bottas, que deve ir para a Mercedes.

Não sei se o negócio será fechado, mas o retorno de Massa à Williams é bom para todos os lados.

Caso Bottas deixe a Williams, seu substituto precisa ser um piloto experiente e que se dê bem com Stroll.

Massa cumpre os dois requisitos. Há um rumor de que a Martini, principal patrocinadora da equipe, quer um piloto com mais de 25 anos para fins publicitários. Sendo verdade, essa exigência já exclui Nasr (24), o reserva Alex Lynn (23) e Pascal Wehrlein (21).

Mas como no ano que vem a Williams terá Stroll, um novato como titular, ter um piloto experiente é a certeza de poder marcar pontos enquanto o canadense estiver pegando a mão da F1.

Apesar de Stroll só estrear em 2017, a família do canadense já começou a colocar dinheiro na Williams neste ano, diminuindo, assim, o prejuízo do time ou fazendo com que ele feche a temporada no verde (o ano fiscal se encerra em março).

Portanto, é possível que Stroll tenha direito a opinar sobre seu companheiro. Aí Massa entra em vantagem. Quando o canadense assinou com a Academia da Ferrari em 2010, o brasileiro era um dos titulares da equipe. Há algumas fotos dos dois juntos, como essa abaixo, postada pela F1 no Instagram.

Sabendo que teria poucas chances de chegar à F1 via Maranello, Stroll deixou a Academia da Ferrari, no fim de 2015, para assinar com a Williams e se tornar piloto em desenvolvimento do time. Ele foi acompanhando por Luca Baldisserri, então responsável pelo programa de jovens talentos de Maranello.

O curioso é que antes de Baldisserri assumir a Academia da Ferrari, em 2010, ele chegou a ser o principal engenheiro de pista da equipe italiana, em 2007, quando Massa era um dos titulares. Ou seja, o antigo relacionamento do brasileiro com Stroll e o engenheiro pesa a seu favor.

Há um terceiro fator para o retorno de Massa pouco levado em conta, mas muito importante: o financeiro.

O Brasil, mesmo em crise, é um dos principais mercados da F1 e corre o risco de ficar sem pilotos no grid no ano que vem. Daí o apoio de Bernie Ecclestone a Nasr em suas negociações para permanecer na categoria.

Mas se as conversas de Nasr até agora não deram resultado, Massa aparece como possível representante do país na F1 no ano que vem. É mais do que provável que Ecclestone já tenha feito algumas ligações para facilitar o acordo.

O problema de Massa é que depois de ter uma última temporada cheia de homenagens na F1, ele voltaria à categoria como se nada tivesse acontecido. Mas ele não seria o primeiro atleta a desistir de uma aposentadoria e certamente não será o último.

Basta ver Jeff Gordon, que após um ano cheio de homenagens na Nascar em 2015, quando pretendia se aposentar, voltou neste ano após Dale Earnhardt Jr ser afastado das pistas devido a concussões.

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