Mundiais de 2017 começam sem antigos favoritos

Se pararmos para pensar por um momento, os principais mundiais da FIA não terão em 2017 equipes e/ou pilotos que dominaram nos últimos anos.

Nico Rosberg, atual campeão de F1, deixou a Mercedes, Pechito Lopez foi embora do WTCC (que também terá a saída da Citroën como equipe de fábrica), Marc Lieb e Romain Dumas -atuais campeões –  foram demitidos pela Porsche no WEC, enquanto a Audi, maior força dos últimos anos, também deixou o Mundial de Endurance.

No WRC não foi diferente, com a Volskwagen, atual tetracampeã do certame indo embora devido ao escândalo de emissão de gases.

No caso do rali, a saída da montadora alemã criou uma situação curiosa com o atual tetracampeão, Sebastian Ogier, ficando sem emprego. Obviamente, todas as montadoras tinham interesse de contar com os serviços do francês no próximo ano, mas ele acabou escolhendo a M-Sport, time privado inscreve carros da Ford.

Aliás, o vídeo do chefe Malcolm Wilson fazendo o anúncio de Ogier para sua equipe viralizou nesta semana.

Não é muito fácil comparar a ida do francês para a M-Sport com as demais principais categorias do automobilismo mundial. Talvez a melhor ideia fosse a Mercedes deixando a F1 após a aposentadoria de Nico Rosberg e o fim do GP da Alemanha, para Lewis Hamilton ir correr na Williams, mesmo com propostas de Ferrari, Red Bull e McLaren.

Mesmo assim, não é um paralelo tão bom. A M-Sport, apesar de privada, não é uma equipe pequena. Eles têm uma fábrica mais do que decente em Cumbria, no Reino Unido, e há sinais de que a Ford ajudou tanto na hora de desenvolver o novo Fiesta quanto de assinar com Ogier. Não é, portanto, uma equipe de fábrica oficial, mas que deve ter maior envolvimento da montadora americana após trazer o atual tetracampeão do mundo.

Durante algum tempo, alguns rumores da volta de Ogier à Citroën, onde correu em 2011, tinham ganhado força, mas essa não era a escolha óbvia.

É verdade que a fabricante francesa aparece como a favorita para o ano que vem após a saída da Volkswagen, mas Ogier já teve sérios problemas com os chefões da montadora, principalmente por questões de ordens de equipe envolvendo ele e Sébastien Loeb.

Por causa do conflito interno, Ogier deixou a montadora francesa no fim de 2011 para assinar com a Volkswagen. Como o Polo só ficou pronto em 2013, na primeira temporada, ele andou com um antigo Skoda, brigando no máximo para pontuar. Se a decisão da Citroën de manter Loeb naquele momento parecia certa, o jogo virou nos quatro anos seguintes, com Ogier sendo tetracampeão.

Agora, novamente a situação se inverte, e o francês começa 2017 correndo por fora contra a montadora, que terá Kris Meeke e Craig Breen como titulares, além de Stéphane Lefebvere.

Mas, pensando bem, é melhor que o WRC comece sem a certeza de quem será o campeão, diferentemente do que aconteceu nos últimos três anos. Do mesmo jeito, por competitividade e por um ano imprevisível é bom que F1, WTCC e WEC também não tenham mais alguns de seus pilotos favoritos.

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