A bolsa para correr na USF2000 em 2017

Oliver Askew é um piloto americano de 19 anos de idade. Nas duas últimas temporadas, trocou os karts pelos monopostos, tendo disputado 12 corridas entre China e Reino Unido.

Em 2016, ele já havia sido nomeado para o Team USA, uma bolsa dada por uma organização dos EUA a jovens pilotos do país para que eles corram nos festivais de F-Ford na Europa.

E nesta quarta, dia 7, Askew também levou a bolsa para disputar a USF2000 no ano que vem.

Em um dia de treinos e corridas, ele chegou à decisão em Laguna Seca com outros cinco pilotos. Entre eles, Will Brown, de 18 anos e atual campeão da F4 Australiana, e Niall Murray, de 21 e vencedor do Troféu Walter Hayes de F-Ford deste ano, o mesmo que Askew foi chamado para defender o Team USA e terminou em segundo.

Isso sem falar na presença de Axel Matus, com passagem pela F4 Francesa, e de Peter Portante, que inclusive já correu na USF2000, que não passaram para a corrida final.

Com pilotos tão experientes na disputa, dá para entender por que Marcel Della Coletta, o representante brasileiro em Laguna Seca, nem sequer chegou na decisão.

Aos 14 anos, ele foi o grande nome do kartismo no Brasil em 2016. Venceu a Seletiva Petrobras, ganhou a seletiva para disputar a bolsa da USF2000 e só não levou o Brasileiro de Kart – e a vaga na F3 – porque foi punido após se envolver em um acidente durante a prova.

Mas mesmo com esse ano cheio de conquistas, Marcel Della Coletta era um dos mais crus disputando a bolsa da USF2000 em Laguna Seca. Dos 18 pilotos presentes, havia apenas dois kartistas: ele e o americano Austin Garrison, de 18 anos.

É claro que é positivo para o automobilismo brasileiro ter uma seletiva no país valendo vaga para concorrer a um ano inteiro pago em uma categoria de base. Afinal, sair do kartismo rumo aos monopostos é um ponto crítico na carreira de qualquer piloto.

No entanto, colocar kartistas para correr contra competidores com ampla experiência nos monopostos acaba sendo covardia.

Na prática, só uma futura superestrela do esporte a motor vai conseguir sentar em um monoposto pela primeira vez na vida e vencer logo de cara. E esse é o segundo ponto que não faz sentido. Que futura superestrela vai querer correr na USF2000 em vez de seguir carreira na Europa em primeiro lugar?

Para que essa iniciativa fizesse mais sentido por aqui, o melhor seria escolher o campeão de algum certame de base, como o vencedor da F3 Light ou o melhor novato da divisão principal. Aí sim ele teria mais chances na disputa pela bolsa.

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