Há algumas perguntas que quem acompanha a Nascar há algum tempo não aguenta mais ouvir, ainda mais por causa da transmissão interativa do Fox Sports, que sempre abre espaço para as mesmas dúvidas de quem está começando a assistir à categoria.

São elas: quando haverá um piloto brasileiro na categoria, se há chances de construir um oval no Brasil, se o Chase deveria ter uma etapa em um circuito misto e sobre a volta da Dodge.

Para o desespero dessas pessoas, mais do que nunca o retorno da Dodge está sendo falado.

Mas a diferença é que agora há uma notícia. Sergio Marchionne, o mesmo que volta e meia aparece nos boxes da Ferrari na F1, disse que existe, sim, a chance de a montadora retornar à categoria.

A declaração de Marchionne aconteceu no último fim de semana durante a final mundial do Ferrari Challenge, campeonato amador da marca, em Daytona.

Quando foi perguntado sobre as chances de um dia a Dodge voltar à Nascar, o presidente da FCA respondeu que agora seria um bom momento. Ele afirmou ter sido o culpado pela saída da montadora, há alguns anos, mas agora a empresa está em uma fase na qual pode voltar a investir no esporte a motor.

Lembrando que a Dodge havia deixado a Nascar, no fim de 2012, ao perder a Penske para a Ford como equipe de fábrica.

Naquele ano, como a Chrysler, dona da Dodge, só não tinha falido durante a crise econômica global por ter sido comprada pela Fiat, não fazia sentido usar o dinheiro que eles não tinham para tentar um acordo com outra equipe de ponta.

Agora, a situação é diferente. A Dodge tem dinheiro e pode tentar atrair alguma equipe boa para usar seu carro. Com a ida da Stewart-Haas para a Ford, a Penske é a candidata mais óbvia, embora Ganassi, RPM ou até mesmo trazer uma Andretti, por exemplo, não seriam opções a descartar.

O problema é o prazo. Para que a Dodge corra na Nascar, ela precisa homologar o carro até o dia 1º de abril do ano anterior. Como ela não passou pelo processo neste ano, a montadora não deve competir em 2017.

Ou seja, ela terá menos de quatro meses para ter um carro pronto se quiser disputar o campeonato em 2018. Prazo mais do que apertado para desenvolver um equipamento, fechar com alguma grande equipe e homologá-lo.

Mas, diante da repercussão positiva da entrevista de Marchionne, não é impossível que a Nascar abra alguma exceção para montadora estar no grid o quanto antes – o mais provável na Daytona 500 de 2018.