O que aprendemos com o GP de Macau

Quando saiu a primeira lista de inscritos para o GP de Macau de F3 – ainda sem Sergio Sette Câmara e António Félix da Costa – escrevi aqui no World of Motorsport que a FIA cometeu um erro ao permitir que veteranos, como Felix Rosenqvist, Alexander Sims e Daniel Juncadella, participassem da prova.

Não deu outra. Félix da Costa conquistou a segunda vitória da carreira no Circuito da Guia, enquanto Rosenqvist, ambos do DTM na última temporada, foi o segundo colocado.

Mais bem classificado entre os pilotos de F3 propriamente ditos, Sette Câmara terminou em terceiro. Ele largou na mesma posição, chegou a liderar as primeiras voltas, mas acabou ultrapassado por Félix da Costa assim que o primeiro safety-car deixou a pista.

Depois, também perdeu a posição para Rosenqvist e começou a ser pressionado por Kenta Yamashita, campeão da F3 Japonesa, que finalizou em quarto.

Talvez o GP de Macau tenha sido tarde demais para Sette Câmara garantir permanência no Red Bull Junior Team em 2017, após um ano fraco na F3 Euro. Em uma temporada marcada principalmente pelos seus altos e baixos, foi apenas o 11º colocado na tabela de pontos.

Muito atrás de Joel Eriksson, companheiro de equipe na Motopark, o quinto.

Sette Câmara teve dois problemas neste ano. O primeiro foi ser inconstante. Em Nurburgring, por exemplo, fez o melhor tempo (antes de ser punido) na primeira sessão classificatória, mas não foi além do 14º lugar na outra. E isso que elas eram separadas por não mais que algumas horas de diferença.

Do outro problema, o brasileiro não teve responsabilidade: foram os constantes problemas mecânicos no carro da Motopark, que lhe custaram ao menos três poles: duas por trocas de motor e uma por não ter passado na inspeção técnica.

Sem esse tipo de problema e contando com uma equipe de ponta como a Carlin, Sette Câmara deixou o ano ruim da F3 Euro para trás e lutou pela vitória em Macau.

E onde acabaram os carros da Motopark? Basta ver que Guanyu Zhou, em 15º, foi o mais bem classificado.

Não dá para dizer que o único fator para o ano ruim de Sette Câmara foi equipamento da equipe alemã. Não foi. Apesar de estar longe das equipes de ponta, o time germânico viu Eriksson ter um rendimento muito melhor.

Agora, que foi um erro a Red Bull ter colocado tanto o brasileiro quanto Niko Kari na esquadra alemã e não na Carlin, sua tradicional parceira, isso foi. Pior para os dois jovens pilotos, que perderam a chance de impressionar ao longo da tempo.

Em tempo, Pedro Piquet conquistou um bom nono lugar em Macau. Sem cometer erros, ele ainda fez boas ultrapassagens, como na corrida de classificação ao superar David Beckmann e Arjun Maini de uma só vez, para “pontuar”. Deixou a impressão de que pode render mais no ano que vem, caso continue na F3 Euro.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos do GP de Macau, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no último fim de semana.

 

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3 comentários sobre “O que aprendemos com o GP de Macau

  1. Em duas ocasiões eu assisti no youtube o Flavio Gomes falando que o Redbull Junior team era pago pelos pilotos, essa informação procede? Será que você poderia fazer um post sobre como funciona os programas de jovens pilotos das equipes de F1!?

      1. Gente, como eu não vejo o programa dele, não sei o que foi dito, se os pilotos precisam pagar hospedagem, por exemplo, parte do orçamento das equipes ou o simples fato de estar no Junior Team.

        Sugiro que tirem com ele essa dúvida.

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