Treino da F-V8 3.5 2016 em Aragón

Com a temporada 2016 do automobilismo europeu tendo chegado ao fim, pilotos e equipes das categorias menores começaram as longas sessões de testes que devem definir quem vai correr em qual lugar no ano que vem.

No começo da semana, foi a vez da F-V8 3.5 realizar um dia de treinos coletivos no circuito de Aragón, na Espanha.

Com apenas oito pilotos presentes, o mais veloz foi Pietro Fittipaldi, que voltou ao carro da equipe Fortec poucos dias após conquistar seu primeiro pódio na categoria.

O brasileiro foi o líder tanto no período da manhã quando de tarde, superando Roy Nissany, vencedor de três corridas nesse ano, por respeitáveis 0s7.

Não dá para saber o que o piloto israelense estava testando, se estava fazendo simulações de corridas, por exemplo, mas de qualquer forma o desempenho de Fittipaldi foi bastante positivo.

Mas por que o brasileiro teve um rendimento tão bom nos testes e não foi assim no resto da temporada?

Há vários fatores que explicam. Por exemplo, uma vez que Louis Délétraz encerrou a campanha do vice-campeonato e deve subir para a GP2, a Fortec pôde focar no brasileiro.

E Fittipaldi é um piloto que costuma ir melhor em seu segundo ano na categoria, como já havia mostrado na época da F-Renault Inglesa. Assim, com mais experiência, o natural é que ele ande na frente.

Quem também participou dos testes foi Sergio Sette Câmara, pela AVF, equipe com a qual Tom Dillmann foi campeão da F-V8 neste ano.

Sem nunca ter guiado o carro, o brasileiro foi o terceiro, superando Max Defourny, no outro carro da AVF, por 0s7.

Assim como Sette Câmara, Defourny também estreou na categoria. Ele foi o vice-campeão da F-Renault Eurocup na última temporada.

Para o brasileiro, que deve deixar a F3 Euro, é bom aproveitar o inverno europeu para testar por F-V8, GP3 e, talvez, GP2, antes de decidir onde correr na próxima temporada, mesmo que seja sem o apoio da Red Bull.

René Binder, quarto, e Alfonso Celis, quinto, completaram a lista de competidores de 2016 que retornaram à categoria. A sexta posição foi do mexicano Diego Menchaca, rival de Fittipaldi na época da F4, que deve subir para a F-V8 após dois anos na Euroformula Open. Tatiana Calderón, no segundo carro da equipe de Teo Martín, completou os oito que testaram.

O lado negativo foi o baixo número de participantes. Ainda que o grid da F-V8 tenha deixado a desejar em boa parte da última temporada, Arden, Comtec, RP e Spirit of Racing, além da Durango não estiveram na Espanha.

A expectativa da organização da categoria, no entanto, é que o número aumente nos testes em Barcelona, marcados para esta segunda e terça-feira, dias 14 e 15 de novembro.

Veja a soma dos tempos em Aragón:

tempos-fv8

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Um comentário sobre “Treino da F-V8 3.5 2016 em Aragón

  1. Será que Sette Camara vai para a F-V8 3,5 ano que vem??

    Ainda que venha de um ano ruim na F3 e que a categoria tenha carros mais potentes, achava que ele estivesse mirando a GP3 ou até mesmo a GP2, isso sem falar num possível outro ano na F3.

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