A F1 já está no Brasil, mas o GP do México serviu para abrir a discussão se as punições aplicadas pelos comissários de prova não estão sendo exageradas.

Sem maiores emoções na pista, tirando a batalha entre Max Verstappen e Nico Rosberg, as principais discussões da prova envolveram os comissários.

Além de Lewis Hamilton não ter feito a primeira curva do circuito logo na largada, a prova ainda teve a bizarra situação de um piloto ter recebido a bandeira quadriculada em terceiro (Verstappen), outro ter subido ao pódio em terceiro (Sebastian Vettel) e um terceiro (Daniel Ricciardo) ter ficado com o troféu em definitivo.

Talvez a melhor solução para a F1 seria limitar o trabalho dos comissários a punir apenas quebra claras de regras. No caso, queimar a largada, excesso de velocidade no pit-lane, ultrapassar com bandeira amarela e coisas do tipo ou tentar manipular o resultado de alguma forma.

O resto, de bloquear no treino classificatório a espremer o adversário para fora da pista, não deveria ser punido pelos comissários de forma alguma.

Não que essas práticas devessem acontecer em todas as provas, mas o ideal seria dar a responsabilidade para os pilotos. Se alguém te bloqueia em um treino, você o bloqueia no dia seguinte ou chama para uma conversa particular em algum lugar escondido atrás nos boxes.

Os pilotos bateram enquanto disputavam a posição? Tudo bem, segue o jogo. Se um se sentiu prejudicado, feche a porta na próxima.

Com os comissários atuando cada vez menos, a chance de o resultado da prova mudar após a bandeirada diminuiria bastante. Afinal, tanto para quem está no autódromo quanto para quem acompanha a F1 pela TV, é muito chato descobrir horas depois que nada daquilo valeu, e a classificação mudou.

É claro que, assim como aconteceu na Nascar, na hora que liberasse de tudo para os pilotos, haveria um número maior de incidentes na pista – e até mesmo algumas brigas nos boxes. Mas a tendência é que tudo se ajeite em pouco tempo.