Para entender Hulkenberg na Renault

Um dos grandes conflitos de interesse na F1 atual é com relação ao fornecimento dos motores. Afinal, as mesmas empresas que fabricam os propulsores da maior parte do grid também inscrevem equipes no campeonato.

Para não fortalecer um adversário, as fabricantes fazem de tudo para bloquear o acesso dos times às melhores peças.

É por essa razão que a Toro Rosso compete com os motores fabricados em 2015 pela Ferrari na atual temporada e que a Sauber, sem dinheiro para pagar o preço exigido pela montadora italiana para o ano que vem, terá os motores de 2016 no próximo ano.

Da mesma forma, as equipes clientes só recebem motores atualizados algumas etapas após a matriz. Ou seja, se a Mercedes desenvolver uma peça nova para o motor, primeiro ela vai para Lewis Hamilton e Nico Rosberg, depois para os pilotos de Force India, Williams e Manor.

Daí a constatação da McLaren que não se pode vencer um campeonato sem ser uma equipe de fábrica.

E também o motivo de Nico Hulkenberg ter trocado a Force India pela Renault, apesar das incertezas quanto ao desempenho da escuderia francesa no ano que vem.

A Renault, no entanto, já se comprometeu a investir cerca de 1 bilhão de euros na F1 nos próximos dez anos, embora a conta não signifique 100 milhões por ano. O aumento deve ser gradativo. Assim, a expectativa é que cedo ou tarde a equipe esteja brigando por pódios.

Uma situação bem melhor que a da Force India, na qual um dono não pode voltar para a Índia sem correr o risco de ser preso e o outro está efetivamente na cadeia.

A grande questão, assim, é quanto tempo levará para a Renault ter um carro competitivo para brigar por pódios e vitórias. E a resposta é o que vai definir se Hulkenberg conseguirá ter uma carreira de respeito na F1 ou se será mais um piloto que não conseguiu cumprir às expectativas colocadas nele.

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2 comentários sobre “Para entender Hulkenberg na Renault

  1. Mas isso nao responde “Por que Hulkenberg?”. Ele passou um ano em decadencia, apos um excelente desempenho do companheiro Pérez. Ninguém pode discutir o talento do alemao. Mas depois de ter batido tantas vezes na trave e o aparecimentos de uma nova geracao de futuro promissor, Hulkenberg parecia ter perdido o trem do tempo. A Renault poderia ter aproveitado caras como o Carlos Sainz, jovem e talentoso e ainda estreitar os negocios com a Red Bull.

    1. Foi quem sobrou. Massa se aposentou, Vandoorne foi promovido na McLaren, Perez recusou e a Red Bull nao liberou Sainz. E Hulk foi campeão da GP2 (o último novato a vencer a taça) pela equipe de Frederic Vasseur, hoje diretor da Renault.

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