Como o time de Oswaldo Negri venceu a Petit Le Mans?

Fazendo a despedida da divisão protótipos da Imsa, a equipe de Michael Shank conquistou a vitória neste fim de semana na tradicional Petit Le Mans, uma das conquistas mais importantes da história da escuderia.

Para receber a bandeira quadriculada na frente, o time contou com o bom desempenho do equipamento e de uma estratégia para minimizar o tempo no carro de John Pew, piloto amador que completou 60 anos em 2016.

Das 412 voltas da equipe na Petit Le Mans, Pew deu apenas 32. Oliver Pla completou 235 e Oswaldo Negri, 145.

Além de o piloto amador ter ficado nos boxes, a equipe de Michael Shank ainda teve dois dos três pilotos mais rápidos na pista

Levando em conta a média das 20 voltas mais rápidas de cada competidor, Pla e Negi estiveram entre os três mais velozes na Petit Le Mans, sendo a cereja no bolo da estratégia. Veja o ranking da média das 20 melhores voltas na divisão protótipos:

Assim, com o piloto amador fora do caminho e os dois profissionais entre os três mais rápidos do grid, a equipe de Michael Shank praticamente não foi desafiada e seguiu com certa tranquilidade para a vitória.

FUTURO

O time agora deve se separar para 2017. A Shank terá apoio de fábrica da Honda para inscrever dois Acura NSX GT3 na divisão GTD. Negri ainda não assinou, mas deve ficar, uma vez que por causa da idade ele ocupará uma das vagas destinadas a amador no time.

Pew já anunciou que se aposenta.

E Pla é piloto de fábrica da Onroak, que constrói os Ligier JS P2. Assim, com a Shank não correndo mais de protótipos, ele deve ser deslocado para outra equipe da Imsa, do WEC ou da ELMS.

NÃO DEU CERTO

A Magnus Racing, que inscreve um Audi na divisão GTD, tentou a mesma estratégia da Shank, ao deixar o piloto amador – John Potter – nos boxes e abusar dos profissionais, mas não deu certo.

É que apesar de Potter ter completado 37 voltas, cinco a mais que Pew, na GTD há um tempo mínimo para os amadores. Eles precisavam completar ao menos três das dez horas de corrida dentro do carro, limitação que não há entre os protótipos.

A equipe Magnus tentou argumentar que cumpriu o tempo com Marco Seefried, outro piloto amador do time. É verdade, mas a resposta da Imsa é que Seefried não conta. Ele ocupava a vaga destinada a um “convidado” na Petit Le Mans (já que os carros passaram de dois para três pilotos por causa da duração da prova), e Potter teria que ter andando as três horas.

Como ele não cumpriu o tempo mínimo, o Audi da Magnus foi desclassificado. E olha que o time havia assumido a liderança da divisão GTD quando faltavam menos de dois minutos para o fim da corrida, após um erro de Jeroen Bleekemolen no Dodge Viper.

Com a desclassificação do Audi, o Viper se tornou o vencedor da corrida, justamente em sua despedida da Imsa.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da Petit Le Mans, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.

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