Por que não há um piloto brasileiro próximo da F1?

Com Felipe Nasr ainda sem se firmar e a aposentadoria de Felipe Massa, parece que enfim caiu a ficha de que o Brasil corre o risco de ficar sem pilotos na F1 em um futuro não muito distante.

Nessas horas, o mais comum é olhar para as categorias de base em busca do próximo nome. E e aí que bate o desespero. Não há ninguém na GP2, ninguém na GP3, e os representantes do país na F-V8 3.5 e F3 Euro não estão tendo bons anos.

Em primeiro lugar é preciso ter um pouco de calma. Sergio Sette Câmara, Pedro Piquet, Vitor Baptista e Pietro Fittipaldi, o quarteto das duas categorias acima, são bons, mas têm limitações.

Sette Câmara está disputando a F3 Euro pela Motopark, que não é uma das maiores equipes do certame (e também não ajuda ele estar perdendo para alguns companheiros de esquadra alemã).

Piquet está estreando na Europa, Pietro Fittipaldi, pelo segundo ano seguido, pulou de categoria para guiar carros mais potentes sem estar completamente adaptado aos anteriores, e Baptista acabou de estrear na F-V8 3.5 junto com a equipe RP.

Para eles, o ano que vem é que será mais determinante sobre o que podemos esperar deles no resto da carreira. Isto é, se têm chances de correr na F1.

A situação mais complicada é a de Sette Câmara. Em uma temporada na qual é apoiado pela Red Bull, a expectativa é que brigasse por poles e vitórias, não que ficasse atrás de companheiros de equipe, novatos na F3 Euro.

COMO VIEMOS PARA AQUI

Contudo, mesmo que esses quatro pilotos estivessem vivendo um bom 2016 em seus campeonatos ainda não está na hora de eles chegarem à F1.

Mesmo se fossem campeões, o mais provável é que se concentrassem na GP2 ou na GP3 em 2017 antes de pensar na principal categoria do automobilismo mundial.

O problema de o Brasil não ter nenhum piloto na boca da F1 foi a falta de apoio de alguns contemporâneos de Nasr nas categorias de base. Seja por falta de dinheiro (e isso em alguns anos de maior crescimento econômico do país) ou de talento, a maioria, ou voltou para o Brasil (para competir em certames de turismo, que foram moda por aqui), ou abandonou a carreira no esporte a motor.

Assim, nunca houve um segundo nome na geração de Nasr, ninguém se colocou próximo de acertar com uma equipe de F1 e substituir Massa (não literalmente na Williams), neste momento de mudança de geração dos brasileiros na categoria.

Confira abaixo onde foram parar os pilotos que disputaram as categorias de base entre 2011 e 2014 (excluindo aqueles que estavam na F4/F-Renault em 2014):

Bruno Bonifacio: Renault Sport Trophy
Pietro Fantin: não corre desde 2015
Victor Carbone: não corre desde 2014
Henrique Baptista: não corre desde 2015
Felipe Guimarães: Stock Car
Guilherme Silva: não corre desde 2013
Victor Franzoni: USF2000
Lucas Foresti: Stock Car
Yann Cunha: não corre desde 2013
Gustavo Myasava: Brasileiro de Turismo
Pipo Derani: WEC
Lukas Moraes: Brasileiro de Turismo
Fabiano Machado: não corre desde 2012
Felipe Fraga: Stock Car
Gabriel Casagrande: Stock Car
Henrique Martins: não corre desde 2012
Luiz Razia: Globo e Brasileiro de Marcas
Nicolas Costa: programa júnior da Lamborghini
Rafael Suzuki: Stock Car
Victor Guerin: não corre desde 2014
Cesar Ramos: Stock Car
Fabio Gamberini: não corre desde 2012
Victor Corrêa: Radical Europa
Pedro Nunes: não corre desde 2013

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Um comentário sobre “Por que não há um piloto brasileiro próximo da F1?

  1. Era comum os filhinhos de papai no Brasil com chances de entrar na F1, hoje eles estao metidos em politica,nas ruas metidos no golpe contra a Democracia.

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