Sobre Portland e Surfers Paradise

Com 17 corridas previstas, a Indy divulgou nesta semana o calendário para a temporada 2017. Mais uma vez, São Petersburgo receberá a etapa de abertura, em março, enquanto o encerramento, em setembro, será em Sonoma. A novidade foi o retorno do oval de Gateway.

De acordo com a transmissão brasileira da etapa do Texas da Indy, outras duas pistas são consideradas para voltar à categoria a partir de 2018: Surfers Paradise, na Austrália, e Portland.

Ambas fizeram parte do calendário da Champ Car até a temporada de 2007, mas com a fusão com a IRL, no ano seguinte, não foram incorporadas ao calendário da nova Indy.

A questão com Surfers Paradise é econômica. Há negociações entre a organização do campeonato americano e os promotores da prova, mas o problema é definir uma data. A Indy não quer correr na Austrália em outubro, quando a Australia Supercars anda em Gold Coast. Prefere em fevereiro, antes de São Petersburgo.

Isso obrigaria que a corrida da Indy por lá se tornasse um evento rentável – desse lucro ou tivesse empresas/governo dispostos a cobrir os prejuízos –, já que não teria como dividir os custos de uma data compartilhada com a Australia Supercars.

Lembrando que a Australia Supercars (antiga V8) passou a correr em Gold Coast justamente porque a Indy foi embora. Havia uma data disponível, interesse de patrocinadores e promotores, então a etapa aconteceu. Durante alguns anos, por se disputada em duplas, a prova teve diversos convidados internacionais bastante famosos, sendo vários deles pilotos da Indy.

A questão de Portland é um pouco mais complicada. O circuito não tem recebido mais nenhuma categoria grande, então há dúvidas se a estrutura existente dará conta das necessidades do principal campeonato de monopostos dos EUA.

A pista também não é uma unanimidade. Famosa pela decisão de 1997, quando Mark Blundell superou Gil de Ferran já na linha de chegada, ela não é um lugar de fácil ultrapassagem. Basta lembrar que naquela corrida o brasileiro, mesmo com pneus para pista molhada em um asfalto seco, conseguiu segurar Blundell por quase uma volta inteira.

Se traçados como Barber e Mid-Ohio são criticados por não terem muitas disputas, não há por que em Portland será diferente.

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