“Filha” da Newman/Haas, a Newman Wachs, equipe formada por Paul Newman e por Eddie Wachs, em 2005, para disputar as categorias menores da Champ Car está de volta à atividade.

Depois de ter revelado nomes como Simona de Silvestro, JR Hildebrand e John Michael Edwards (piloto de fábrica da BMW na IMSA), Wachs anunciou nesta segunda-feira, dia 15, que pretende disputar a USF2000, a categoria de entrada do programa Road to Indy em 2017, com quatro carros.

O time não será a única novidade no campeonato no ano que vem. Além da estreia de um novo carro, o certame terá a chegada da Carlin e da DEForce, equipe capitaneada pelo mexicano David Martinez, com passagem pela Champ Car.

Como todas essas esquadras planejam ter três ou quatro carros no próximo ano, a grande questão, agora, é de onde vão vir os pilotos.

Em 2016, a USF2000 tem um grid de cerca de 20 competidores por etapa. Levando em conta que ela mantenha esse número para o ano que vem – em 2015 foram 15 em média – precisaria surgir uns dez novos pilotos de olho em fazer carreira nos EUA.

Mas por que alguém escolheria a USF2000?

Desde que a categoria foi recriada, em 2010, Sage Karam, Petri Suvanto, Matthew Brabham, Scott Hargrove, Florian Latorre e Nico Jamin foram os campeões.

Nenhum disputou uma temporada completa da Indy até agora. A melhor chance de isso acontecer é com Brabham, há praticamente dois anos afastado das pistas, que negocia com a KV e com outros times para 2017.

Os últimos quatro campeões, aliás, ganharam correndo pela equipe Cape em parceria com a Wayne Taylor, que é muito superior às demais. Assim, alguns pilotos mais ou menos conquistaram a bolsa para seguir para a Pro Mazda, enquanto muito gente boa ficou pelo caminho e sem dinheiro para seguir em frente.

Ou seja, por que alguém escolheria correr na USF2000 e mais especificamente por uma dessas três novas equipes – e não pela Cape?

A resposta é a chegada do novo carro, o USF-17. Como todo mundo recomeça a partir do zero, é a chance de equipes estruturadas conseguirem desbancar a Cape e se tornarem competitivas.

E não ache que é exagero para os novos times comprarem três ou quatro Tatuus USF-17. A partir de 2018, o carro servirá de base para o novo equipamento da Pro Mazda.

Na melhor das hipóteses, uma equipe pode, com poucas modificações no carro, escolher de qual categoria participar dependendo do acerto com pilotos interessados. Na pior, o mercado para conseguir vender as peças passou a ser duas vezes maior, afinal envolve duas categorias.

De qualquer forma, o maior problema do Road to Indy não está na USF2000 nem nos cinco carros que disputam a temporada completa da Pro Mazda neste ano. Está no fato de os campeões da Indy Lights mal conseguirem fazer uma temporada completa na Indy. (O resto do grid então…)

Enquanto o programa não conseguir resolver essa questão de continuidade na carreira dos jovens pilotos, o interesse em competir na Indy Lights, Pro Mazda ou USF2000 vai ser sempre pequeno. Com ou sem carro novo.