Os primeiros meses de Vitor Baptista na F-V8 3.5

Dono de dois títulos nos dois primeiros anos nos monopostos, Vitor Baptista está enfrentando um 2016 complicado na F-V8 3.5 (antiga World Series by Renault), categoria na qual compete.

Vencedor da divisão Light da F3 Brasil em 2014 (com direito a três vitórias na classificação geral) e da Euroformula Open no ano passado, ele é apenas o décimo na tabela da F-V8, com o quarto lugar na segunda bateria de Spa-Francorchamps como melhor resultado até agora.

Com o campeonato fazendo uma pausa durante o verão europeu (e voltando apenas no começo de setembro), a pedido do World of Motorsport, o brasileiro fez um balanço do que enfrentou na primeira metade do ano.

Para ele, um dos principais problemas até agora tem sido a adaptação – dele e da equipe . É que não é apenas Baptista que está se acostumando com a categoria. A RP, pela qual compete, também estreou no certame neste ano.

Para facilitar o trabalho de transição, a escuderia chamou o veterano Johnny Cecotto Jr. para as primeiras corridas. O venezuelano, com longa passagem pela GP2, até venceu uma das baterias de Spa, mas já deixou o time, e Baptista ficou sem uma referência dentro da esquadra.

Comecei com um companheiro que tinha muitos anos de experiência em carros grandes, eu conseguia discutir sobre o acerto do carro, novas técnicas dentro da pista e comparar gráficos. Infelizmente, estou sozinho desde a última corrida e não sei até quando“, disse o piloto ao World of Motorsport.

Para o ano que vem, o piloto brasileiro pretende continuar na F-V8 3.5, para poder usar o que está aprendendo para brigar por vitórias e títulos. No começo de 2016, ele assinou com a RP por duas temporadas, mas geralmente contratos assim tem cláusulas que o segundo ano pode ser opção de piloto e/ou equipe.

Estou evoluindo, conhecendo mais o carro e me adaptando melhor às pistas. A equipe também está fazendo um ótimo trabalho, e estamos alcançando metas que tínhamos traçado quando assinamos o contrato“, contou.

WEC

Em 2017, a F-V8 3.5 funcionará como categoria de acesso do WEC. Fará seis etapas (México, Japão, Bahrein,Nurburgring, Silverstone e Spa) como preliminar das provas de longa duração, e os três primeiros colocados no campeonato vão testar por equipes da LMP1, LMP2 e GTE-Pro.

Apesar de ter começado no esporte a motor com o foco na F1, Baptista agora tem como objetivo se tornar um piloto profissional. Assim, o WEC se tornou uma opção para ele.

Pego de surpresa com o anúncio da união entre os dois certames, ele considera que correr na frente das equipes do Mundial de Endurance é uma boa chance para impressionar montadoras e equipes e um dia poder viver do automobilismo.

“Essa parceria com o WEC me deixa ainda mais empolgado para continuar com o plano de correr dois anos na F-V8 3.5”, afirmou. “E temos que ver como ficará a questão de custos, mas com certeza os organizadores vão fazer o possível para o orçamento atual não aumente muito”, declarou.

Você pode clicar aqui para ver como está a F-V8 3.5 após cinco das nove etapas de 2016. Além de Baptista, Pietro Fittipaldi corre no certame. A próxima etapa está marcada para os dias 10 e 11 de setembro, no Red Bull Ring, e o resultados, claro, estarão todos na Agenda da velocidade.

 

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