A organização da F-V8 3.5 tomou uma decisão corajosa nesta semana e anunciou que o campeonato vai servir como uma espécie de categoria de acesso do WEC no ano que vem.

Como parte do pacote, a F-V8 3.5 fará a preliminar do WEC em diversas etapas de 2017 como Japão, Bahrein e México, além de Spa, Silverstone e Nurburgring na Europa. A exceção fica com Le Mans, onde apenas o Mundial de Endurance corre.

Os três primeiros colocados do campeonato ainda ganham testes por equipes da LMP1, LMP2 e GTE Pro no fim do ano, abrindo as portas para  que os garotos eventualmente sigam carreira nas provas de longa duração.

As novas medidas são interessantes, levando em conta que hoje há uma enorme dificuldade para os jovens pilotos chegarem à F1, então pode ser que haja espaço para preparar um garoto para as demais categorias top do automobilismo mundial.

E, claro, sempre há a possibilidade de um piloto sair da F-V8 3.5 e ir correr na GP2, esnobando o WEC, ou sair da GP2 para o Mundial de Endurance.

Só que também é preciso ver o outro lado da moeda. Neste ano, a etapa de Silverstone da F-V8 3.5 reuniu apenas 13 carros. Assim, talvez seja um pouco de pretensão tentar fazer o número de competidores crescer e ao mesmo tempo oferecer um aumento de custo, com viagens para corridas em três continentes.

E há ainda o risco de debandada de algumas equipes. Neste ano, como a F-V8 3.5 passou a fazer parte do calendário da Euroformula Open (e do GT Open), equipes desses certames resolveram expandir para a V8. Foi o caso da RP, Teo Martín e Spirit of Race (AF Corse). Vai ser interessante ver se elas continuam na categoria após a separação.

A aposta da organização do campeonato, portanto, é que os prêmios oferecidos no fim do ano e correr perto das equipes do WEC (um dos certames com mais vagas abertas no automobilismo, já que em média cada carro tem três pilotos) vão compensar o dinheiro extra que precisará ser investido.

Mas neste momento ainda é apenas uma aposta.

O melhor para a categoria é, assim que a temporada 2016 acabar, divulgar um press-release com pilotos e equipes já confirmados para o ano que vem. Ou seja, mostrar para outros interessados que eles poderão contar com um grid competitivo em 2017.

2016

Neste ano, a F-V8 3.5 tem sido marcada pelo domínio de pilotos experientes, com muitos deles, como Tom Dillmann e René Binder, já tendo passado pela GP2. Egor Orudzhev, apontado como favorito no começo da temporada, ainda não brilhou.

Outro que já passou pelo WEC é Matthieu Vaxivière, o sexto colocado na tabela.

Os brasileiros, Vitor Baptista e Pietro Fittipaldi, não estão indo bem. Ocupam a décima e a 12ª colocação, respectivamente, no campeonato. No entanto, o que pesa a favor deles é que eles acabaram de sair da F3 e estão competindo contra um grid muito experiente. Ainda dá tempo de se adaptarem e conseguirem bons resultados.

Resta saber se eles terão interesse de continuar na categoria em 2017, com o foco dela sendo o WEC e não mais a F1.

Você pode clicar aqui para ver como está a tabela da F-V8 3.5 em 2016. Lembrando que todos os resultados da categoria estão na Agenda da velocidade aqui do World of Motorsport.