Como a Penske pode se tornar uma das grandes da Australia Supercars

A Penske pode pintar entre as grandes da Australia Supercars em breve
A Penske pode pintar entre as grandes da Australia Supercars em breve

Quem acompanhou a Nascar no fim da década passada sabe que a Penske não estava entre as grandes equipes da categoria. O time de Roger Penske estava em um terceiro escalão, muito longe da Hendrick, que dominava o campeonato, e da Roush, a principal rival.

Depois, com a chegada de mais investimentos, de Brad Keselowski e Joey Logano e de se tornar a equipe de fábrica da Ford (embora o título de Kese tenha vindo ainda com a Dodge), a Penske entrou para um grupo de elite junto com Gibbs e Stewart-Haas.

Na Australia Supercars, a equipe parece seguir a mesma lógica e pouco a pouco vai trabalhando para se posicionar como uma das grandes do campeonato.

É verdade que a entrada na categoria, em 2014, não foi das melhores. O time americano chegou com pompas ao anunciar uma parceria com a equipe DJR e trazendo Marcos Ambrose de volta dos EUA para o certame no qual ele havia sido campeão antes de se mudar para a Nascar.

Ambrose, porém, durou apenas duas etapas e decidiu abandonar a categoria alegando que levaria muito mais tempo para se tornar competitivo.

Mas o pulo do gato deve acontecer a partir do ano que vem, quando a Australia Supercars estreia um regulamento abandonando os carros V8. O próprio nome do certame já mudou em 2016 e não é mais V8 Supercars.

Nesse ano de mudança de carros, a Penske já anunciou que vai continuar com a Ford, apesar de a montadora não estar presente de forma oficial, e está disposta a colocar dinheiro para andar bem (basta ver que é uma das poucas equipes com layout camaleônico neste ano devido à quantidade de patrocinadores).

No ano passado, a Ford foi o equipamento dominante, mas com a Prodrive, que não está muito disposta a investir no certame mais do que o necessário para desenvolver o equipamento.

A outra aposta da Penske para 2017  é a contratação de Scott McLaughlin (ainda piloto da Volvo) para a vaga de Scott Pye.

McLaughlin, de apenas 23 anos de idade, ganhou destaque em 2014, no melhor ano da Volvo na categoria, com dez poles e quatro vitórias. Em 2016 já são mais dois triunfos. É o Logano do time na Austrália.

Ele será companheiro de Fabien Coulthard, que assinou com a Penske em 2015 para liderar o time nessa reformulação. Até agora foram apenas dois pódios, mas o desempenho deve melhorar com a mudança de equipamento.

Não dá para comparar Coulthard a Keselowski, que foi campeão da Nascar com bem menos idade, mas o neozelandês formará uma dupla que já provou ser competente na pista e, caso o equipamento permita, capaz de brigar por bons resultados.

Com a saída da Volvo e ninguém sabendo o que vai acontecer com a Nissan, ser o maior time da Ford pode ser o suficiente para lutar com a Triple Eight pelo título dentro de alguns anos. Da mesma forma como Logano e Keselowski têm feito nas últimas temporadas, embora ainda estejam batendo na trave na maior parte do tempo.

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