O ano de Sergio Sette Câmara na F3 Euro

Sergio Sette Câmara tem tido um bom ano na F3 Euro, embora não pareça algumas vezes
Sergio Sette Câmara tem tido um bom ano na F3 Euro, embora não pareça algumas vezes

Há uma impressão de que a temporada de Sergio Sette Câmara não tem sido tão boa quanto é.

Talvez por ele contar com o patrocínio da Red Bull, esperava-se que ele lutasse por vitórias e por títulos, algo que a equipe austríaca exige para quem está no Junior Team.

Mas ele ocupa a sétima colocação na F3 Euro, com o segundo pódio do ano conquistado neste domingo em Norisring.

A limitação de resultados, no entanto, não é exatamente um problema dele como piloto, mas do equipamento.

Sette Câmara estreou pela Motopark no ano passado e foi bem. Praticamente com apenas meia temporada da F3 Brasil como experiência, terminou o campeonato europeu em 14º, com dois pódios, além de ter lutado pela vitória no Masters de F3, em Zandvoort, e feito a volta mais rápida do GP de Macau.

O problema, porém, foi permanecer na mesma equipe, embora agora com o dinheiro – e a pressão – da Red Bull.

A Motopark é apenas a quarta força do campeonato, atrás de Prema, Van Amersfoort e Hitech, que contam com investidores milionários. Ano passado, essas escuderias treinavam quase de forma ilimitada, o que era uma vantagem a cada etapa. Neste ano, os testes foram banidos, mas elas continuam na frente por terem mais dinheiro para desenvolver a aerodinâmica do carro.

O brasileiro, assim, em sétimo, está atrás de três carros da Prema, dois da Hitech e um da Van Amersfoort. Com o pódio em Norisring, se tornou o melhor do resto, portanto.

Só que ser o melhor do resto pode não ser o bastante para agradar a Red Bull. Até porque só nessa etapa ele superou na classificação Joel Eriksson, também da Motopark, mas que estreia na categoria em 2016.

Nessa primeira metade de temporada, a principal deficiência de Sette Cârama – além da falta de sorte ao se envolver em acidentes dos quais não tem culpa – talvez seja a inconsistência nas classificações. Da mesma forma que já provou ser capaz de largar na primeira fila, em outras vezes mal entra no top-10.

E ter um piloto que nem sempre está 100% é algo que a Red Bull não costuma perdoar.

Mas olhando friamente, quem é que está sendo constante esse ano? Tirando Lance Stroll, com quatro vitórias e três segundos lugares nas últimas sete corridas, ninguém tem impressionado.

Ben Barnicoat, por exemplo, o melhor novato na classificação, já tem duas vitórias, mas são seus únicos pódios no ano. Anthoine Hubert e Alessio Lorandi, outros que já subiram no degrau mais alto do pódio, são 13º e 14º na tabela de pontos, respectivamente.

É sinal de um ano muito competitivo na categoria e que faz a diferença ter o melhor equipamento.

Você pode clicar aqui para ver a classificação da F3 Euro em 2016. E aqui para os resultados completos de Sette Câmara em Norisring, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no último fim de semana.

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8 comentários sobre “O ano de Sergio Sette Câmara na F3 Euro

  1. I understand. But I think Sette have to do a better job, because he is in a F1 top team! I mean, he have to be super mega good to keep that position.

    And Niko Kari, a rookie, was near of Sette in the points before Norisring. That maybe was an alarm for Sergio, he have experience, an advantage for him specially this season 😉

  2. Olá, Felipe!

    Você diz que Prema, Van Amersfoort e Hitech, contam com investidores milionários e que, mesmo sem testarem livremente como no ano passado, elas usam tal dinheiro pra desenvolverem a aerodinâmica do carro; mas, os chassis e a aerodinâmica dos carros não são padrão para todos? Eu sempre tive a impressão que a diferença de competitividade das equipes nas categorias de acesso, estivesse no dinheiro sim, mas para formar um bom staff de profissionais de maior qualidade (e em número, também) e na possibilidade de não terem de economizar (e reutilizar) peças, sempre dispondo de peças novas, em relação às demais equipes.
    Então, à partir do que você escreveu, a Red Bull não disponibiliza o dinheiro necessário (tanto quanto) esses investidores privados?

    PS: Felipe, bem que poderia fazer um post sobre o Felipe Drugovich. Ele está indo muito bem na F4 Alemã! Não se acha muitas informações sobre a carreira dele no kart (sei que ganhou muitos títulos no kart, mas não sei quais exatamente).

    1. Ótima pergunta. Sim! Os carros são todos iguais, mas o acerto pode variar de equipe para equipe. Com a limitação de testes, alguns times podem levá-los (ou em escala menor) a túneis de vento, construir simuladores do ambiente ou desenvolver a tecnologia CFD. Além, é claro, do que você citou, como ter profissionais melhores e terem sempre peças novas.

      Os pais de Nikita Mazepin e Kami Laliberté são alguns dos homens mais ricos do mundo e estão dispostos a fazer de tudo para que os filhos possam ir bem. Daí colocaram muito, mas muito dinheiro mesmo em Hitech e Van Amersfoort, respectivamente.

      É mais que a Red Bull investe nos seus pilotos? Sim. A Red Bull paga o orçamento da F3 de seus pilotos, além de profissionais auxiliares, como preparadores físicos, nutricionistas e etc.

      Elas não pagam, por exemplo, para reestruturar uma equipe com equipamento próximo ao usado pela F1.

      1. Compreendo. Não sabia que nas categorias de acesso, as equipes pudessem utilizar túnel de vento, nem CFD (muito menos, utilizá-los para esse propósito).

        Sobre o que comentei por último (sobre fazer um post do Felipe Drugovich), pensa em fazê-lo?

        1. Teoricamente nada as impede… mas quem iria gastar dinheiro com isso?

          E o Felipe Drugovich é muito interessante sim. Praticamente ele e Matheus Leist são os brasileiros de destaque neste ano no exterior. Pode render algo sim, mas sem o histórico. Acho que escrevi um resuminho em algum post aqui sobre como foi o 2015 dele, mas para um currículo completo sugiro procurar no site driver database.

  3. C’mon… Joel Eriksson is clearly the best of the rest!! Also Hitech and VAR are not super teams comparing with Motopark, Motopark is also good, the have won the GP2 with Russian Time.

    Sorry but for me, Sergio is not doing a good season. Just he had a good weekend in Norisring, and some other rivals like Kari and Eriksson had bad luck.. But lets see if he keeps on 7th at the end of the year. I think the rookie Eriksson will keep beating him again.

    1. I said it taking in count only the points battle. I think Eriksson had a better year so far, but with a bit more ups and downs.

      Hitech and VAR have billionaire guys (Mazepin and Laliberté fathers) spending a lot of money in them (as well as Prema). In a series where all cars are the same, having money to spend in aero tunnels is a huge advantage.

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