3 pontos para entender o resultado das 24 Horas de Le Mans

Foi de partir o coração a Toyota ter problemas com cerca de uma volta para o fim
Foi de partir o coração a Toyota ter problemas com cerca de uma volta para o fim

Dá para dizer que a edição de 2016 das 24 Horas de Le Mans foi previsivelmente imprevisível.

Desde a etapa do WEC em Spa-Francorchamps, em maio, quando o Audi de Lucas Di Grassi, Oliver Jarvis e Loïc Duval venceu porque foi o único dos carros de fábrica a não ter graves problemas mecânicos, já se falava que a confiabilidade seria a chave da vitória.

A maior prova era a Porsche ter trocado a bateria de 2016 pela de 2015, menos potente, para não correr o risco de abandonar em Le Mans, mesmo que tenha custado desempenho.

E como Porsche e Audi estavam com apenas dois carros este ano, assim como a Toyota, dava até para imaginar uma vitória da Rebellion ou mesmo de uma equipe da LMP2 na geral, em caso de quebra geral. Por que não?

O que ninguém podia prever era o desfecho dramático, com o Toyota líder tendo problemas faltando cerca de uma volta para a bandeirada.

LMP2

A divisão LMP2 foi marcada por uma polêmica envolvendo a categorização de pilotos da FIA. Os competidores são divididos em plantina, ouro, prata e bronze, com os carros da LMP2 precisando ter um piloto amador – prata ou bronze – no carro.

O problema é que a categorização da FIA colocou jovens vindos das categorias de base como prata, assim algumas equipes montaram trios com três profissionais, embora um deles menos experiente.

É o caso da Signatech Alpine, a vencedora, que tem Gustavo Menezes como o amador.

É injusto, portanto, colocá-lo no mesmo nível de gentleman drivers de outras escuderias, muitas vezes empresários que têm o automobilismo como hobby e, portanto, não podem se dedicar 24 horas por dia e sete dias por semana para o esporte a motor.

Menezes, assim, consegue acompanhar o ritmo dos pilotos profissionais das outras parcerias e anda muito, mas muito mais rápido que os demais competidores prata e bronze. Daí o carro 36 ter vencido por uma volta de diferença.

Outras duas equipes também já foram alvo de reclamação, a Manor, que apostou no jovem Matt Rao como amador (mas esse é fraquinho mesmo), e a G-Drive, com Roman Rusinov.

GTE Pro

A GTE Pro também foi marcada por polêmicas, porque houve um erro no Balance of Performance, a equalização dos carros.

A Ford tirou o pé em todas as medições, incluindo nas etapas anteriores do WEC, para não ter que carregar lastro nem ter restrição no turbo. Deu certo, e a montadora americana dominou em Le Mans ao deixar os problemas de confiabilidade de Le Mans e Sebring para trás.

O desempenho foi tão bom que a Risi, escuderia da Ferrari, protestou na direção de prova de que os carros da Ford excederam o limite máximo da janela da desempenho da GTE Pro. O resultado, portanto, ainda pode mudar.

GTE Am

Só para não deixar a GTE Am passar em branco, boa vitória de Bill Sweedler e Townsend Bell (ao lado de Jeff Segal) pelo segundo ano consecutivo.

É uma maneira de salvar o 2016 deles. Campeões da IMSA no ano passado, os dois começaram o ano como a grande contratação da Lamborghini, que passou a investir no certame. O problema é que a equipe O’Gara, para a qual eles corriam, fechou as portas apenas após uma única etapa, as 24 Horas de Daytona.

Daí eles precisaram correr contra o tempo para encontrar uma nova equipe antes de Sebring e podem não participar de todas as etapas do campeonato americano.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos de Le Mans, assim como das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.

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Um comentário sobre “3 pontos para entender o resultado das 24 Horas de Le Mans

  1. Better explained, impossible.

    Also, David Heinemeier-Hansson (an Amateur Driver) was saying it on twitter from the beggining of the year.

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