Sobre o maior jejum de vitórias do Brasil na F1

A última vitória do Brasil na F1 foi com Rubens Barrichello
A última vitória do Brasil na F1 foi com Rubens Barrichello

O grande assunto da última semana no automobilismo brasileiro foi o país ter entrado no maior jejum de vitórias de sua história na F1.

O anterior, de 2457 dias, era entre o último triunfo de Ayrton Senna, no GP da Austrália de 1993, e a primeira vitória de Rubens Barrichello, no GP da Alemanha de 2000.

O atual, que igualou a marca anterior no último domingo, vai desde a última vez que Barrichello recebeu a bandeira quadriculada em primeiro, no GP da Itália de 2009, quando corria pela Brawn GP.

A diferença entre os dois períodos é que no jejum atual havia chances de brasileiros brigarem pela vitória. Pode parecer pleonasmo, mas eles não ganharam as corridas porque perderam em algum quesito, seja porque a estratégia não deu certo, porque o companheiro de equipe estava mais rápido ou por algum erro na pista.

Dá para dizer que, se tudo desse certo, havia uma chance de chegar em primeiro. Não deu.

É o contrário do que acontecia na segunda metade da década de 1990. Naquele período, nem se tudo acontecesse a favor dos brasileiros eles tinham grandes chances de ganhar. Na maior parte do tempo, Barrichello, Pedro Paulo Diniz, Ricardo Rosset, Tarso Marques e Ricardo Zonta andaram por equipes pequenas, largando do meio do grid e torcendo para no máximo pontuar.

Brasileiros em times grandes, com, portanto, chances reais de vitória, foram em apenas 14 corridas. As três de Senna na Williams e as 11 primeiras de Barrichello na Ferrari.

É verdade que Barrichello, de Jordan, largou na pole do GP da Bélgica de 1994 e esteve de alguma forma envolvido luta pela vitória do GP do Canadá de 1995, de Mônaco em 1997 e da França e da Europa de 1999, os últimos três com a Stewart.

Mas aí era questão do talento do piloto, capaz, principalmente na chuva, de ignorar as limitações do equipamento e brigar com equipes muito melhores e mais ricas.

A Stewart de 1999 era um ótimo carro, mas não dava para cobrar vitórias, apesar de o brasileiro ter liderado na França
A Stewart de 1999 era um ótimo carro, mas não dava para cobrar vitórias, apesar de o brasileiro ter liderado na França

No atual jejum, não dá para dizer que os pilotos do país não venceram por não estarem em times grandes. De 2009 para cá, Barrichello ainda disputou mais quatro etapas na Brawn, e Felipe Massa ficou quatro anos na Ferrari. E em todos esses anos a escuderia italiana venceu corridas.

Depois, defendeu uma Williams que em 2014 teve alguma chance de vitória. O brasileiro, por exemplo, largou na pole na Áustria e liderou boa parte da prova de Abu Dhabi.

Barrichello também passou pela Williams, mas em uma época sem grande brilho da equipe inglesa, assim como Bruno Senna.

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