Quem é mais importante no grid da Indy 500? O pole ou o último?

Hinchcliffe
James Hinchcliffe larga na pole na Indy 500, um ano após sofrer um grave acidente no tradicional oval

Deu certo a estratégia da Indy de alterar como os pilotos se classificam para as 500 Milhas de Indianápolis.

Nos últimos anos, o campeonato estabeleceu que os competidores precisando voltar à pista no domingo para definir os nove primeiros lugares do grid. Como eles fazem a tomada de tempo em ordem inversa ao resultado do sábado (do mais lento ao mais rápido), há emoção até o último minuto para ver quem largará na frente.

E, dessa vez, foi James Hinchcliffe, um dos mais populares da categoria e que há cerca de um ano havia sofrido um grave acidente em Indianápolis.

Mas esse formato é o contrário do que havia há alguns anos, quando o último dia de classificação era conhecido como Bump Day.

Por haver mais de 33 inscritos, número máximo de vagas nas 500 Milhas, os últimos colocados do primeiro dia de classificação ia para o Bump Day para ver quem ia disputar a corrida.

Era uma bagunça divertida e, para correr, valia praticamente de tudo. Tinha equipe que demitia piloto literalmente da noite para o dia. Tinha quem colocasse um piloto no carro para marcar tempo para outro e, nesse drama, claro, acontecia muitos acidentes.

E o 33º colocado era tratado como um herói.

Uma das vezes foi o colombiano Sebastián Saavedra, que quase andou em 2016. Ele já estava no hospital por ter batido quando os pilotos à sua frente resolveram dar uma última tentativa no Bump Day.

Pelas regras, quem voltasse à pista abria mão do tempo obtido anteriormente. Como esses pilotos acabaram indo mais lento que o tempo de Saavedra, o qual já haviam superado anteriormente, o colombiano é quem participou da prova.

Como a Indy agora tem apenas 33 inscritos, não precisa nada disso, e a organização das 500 Milhas foi esperta em dar ênfase na luta pela pole.

Para o espectador é bom, ver a disputa pelo primeiro lugar é mais emocionante que a bagunça no duelo pelo último. Há pilotos de maior qualidade, e as diferenças tendem a ser mínimas entre os tempos de cada um deles.

Para a Indy, porém, é perigoso.

Ter apenas 33 inscritos significa que nem na principal prova do ano há interesse extra de pilotos e equipes de fora, como havia há alguns anos.

Além de mostrar a fragilidade da Indy atual, deixa o grid mais fraco. Não há mais o filtro do Bump Day para correr nas 500 Milhas. Qualquer um que pagar, independentemente da qualidade do equipamento e do talento, está dentro.

Você pode clicar aqui para ver o grid completo da Indy 500, assim como os resultados das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.

 

 

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