O futuro do automobilismo segundo a Audi

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A Audi chegou a ter um carro no TCR antes de o Golf ficar pronto

Romolo Liebchen ocupou por muito tempo o cargo de chefe da divisão de equipes clientes da Audi. Com a reestruturação da montadora, por causa do escândalo da manipulação da emissão de gases, ele está para deixar o cargo e ir para a divisão quattro.

Talvez por essa razão, o dirigente esteja mais livre para falar o que pensa do futuro do automobilismo.

No último fim de semana, durante as 12 de Bathurst, Leibchen deu uma opinião polêmica ao afirmar que a V8 Supercars deveria desistir do atual formato e passar a ser um campeonato de corridas sprint de carros GT, com um piloto por máquina, além de ter uma subdivisão para carros TCR, modalidade de turismo de baixo custo que estreou no ano passado.

A visão de Leibchen rompe com as tradições da V8 Supercars (que não terá mais motores V8 a partir do ano que vem), mas faz sentido.

O campeonato australiano tem enfrentado problemas para atrair montadoras. Sem equipes interessadas, a Mercedes deixou o certame no fim do ano, enquanto a Ford já anunciou que não terá carros com a chegada do novo regulamento.

Restam, assim, Holden, Volvo e Nissan.

Como a organização do campeonato está aproveitando para falar com possíveis montadoras interessadas, nada mais normal que conversarem com a Audi. Daí Liebchen ter sugerido a mudança no tipo de carro que é usado.

Para a marca alemã, seria um benefício duplo. Eles já produzem um modelo GT, o R8 LMS, que acabou de vencer as 24 Horas de Daytona na divisão GTD. Então, bastaria usar a mesma plataforma para o novo campeonato australiano.

Quanto aos modelos TCR, Liebchen disse que a Audi cogita entrar na modalidade, já que está recebendo pedidos de equipes do mundo todo. Além do campeonato internacional, a TCR estreará na Alemanha neste ano e há presença na Itália, Portugal, Países Baixos e Rússia, entre outros locais.

Carros GT e TCR dividem um mesmo ponto em comum: é possível usar um mesmo equipamento em diversos certames, fazendo no máximo pequenos ajustes.

É o contrário do WTCC. O regulamento que estreou em 2014 criou um novo equipamento, o TC1, que não é usado em mais nenhum lugar do mundo. Ou seja, as fabricantes precisariam gastar milhões para construir pouquíssimos carros.

Lembrando que o WTCC adiantou em um ano a chegada do novo regulamento para atrair a Citroën. A montadora dominou as duas últimas temporadas e já anunciou a saída da categoria.

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