O retorno de Kevin Magnussen à F1

Kevin Magnussen será piloto da Renault em 2016
Kevin Magnussen será piloto da Renault em 2016

Há um erro ao dizer que Kevin Magnussen salvou sua carreira na F1 ao conseguir a vaga na Renault para a temporada 2016.

Na verdade, é agora que o dinamarquês vai brigar para se manter na categoria por muitos anos.

Magnussen, que entra na vaga de Pastor Maldonado, vai pilotar um carro que teve o desenvolvimento bastante prejudicado ao longo de 2015.

Além de ter sofrido com a falta de dinheiro da Lotus, o bólido ainda foi projetado para receber motor Mercedes. Com a Renault comprando a equipe no fim do ano, agora ele precisa ser adaptado para receber o propulsor da montadora francesa. Assim, será difícil vê-lo lutar por bons resultados na próxima temporada.

Fazendo um parênteses, levando em conta todo esse atraso no desenvolvimento, é difícil imaginar como alguém pensou que o RS16 seria apresentado nesta quarta-feira, dia 3. Afinal, para estar pronto na apresentação desta terça-feira, ele teria perdido ao menos quase um mês de trabalho antes dos treinos livres, marcados para começar no fim do mês.

E é justamente por entrar nessa situação complicada que Magnussen tem a chance de sua vida. Se ele impressionar os dirigentes da Renault nessa espécie de vestibular, mesmo tendo à disposição um carro teoricamente pior, então poderá garantir a vaga de titular na F1 quando a montadora começar a investir pesadamente na categoria, a partir de 2017.

O mesmo, evidentemente, vale para Jolyon Palmer.

Afinal, é bem possível que o time busque nomes mais badalados para 2017. Sergio Pérez, por exemplo, negociou em meados do ano passado, mas acabou renovando com a Force India levando em conta a demora da Renault para comprar a Lotus. Também há a chance de o time promover o reserva Esteban Ocon, então Magnussen brigaria para ficar no segundo carro.

O dinamarquês também está fazendo o que é recomendado para qualquer pessoa em busca de um emprego (aliás, uma dica valiosíssima nesse momento de crise que o Brasil vive): aproveitar cada oportunidade para mostrar serviço.

No lugar de ficar em casa e argumentar que a máquina da Renault não parece ser tão promissora, ele escolheu competir mesmo que signifique lutar pelas últimas posições do grid em um ano em que a própria montadora francesa definiu como uma transição.

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