O salto de Pietro Fittipaldi para a F-V8 3.5 2016

Pietro Fittipaldi (o da esquerda) vai disputar a F-V8 3.5 pela Fortec
Pietro Fittipaldi (esquerda, acho bom avisar…) vai disputar a F-V8 3.5 pela Fortec

Pietro Fittipaldi vai dar um novo passo na carreira em 2016 e irá disputar a F-V8 3.5, campeonato que surgiu do fim da World Series by Renault.

O brasileiro já havia testado pela categoria no fim de 2014 e 2015 e acertou contrato com a Fortec, mesma equipe na qual competia na F3 Euro e que levou Robin Frijns, Stoffel Vandoorne e Oliver Rowland a títulos e vitórias nos últimos anos da WS.

A transição da F3 para a F-V8 3.5 talvez não seja tão tranquila para o brasileiro. Ele tem se mostrado um piloto que precisa de um segundo ano em uma categoria para conseguir mostrar do que é capaz.

Foi assim ao chegar à Inglaterra, sendo campeão da F-Renault Inglesa, em 2014, com oito vitórias consecutivas ao longo de sua segunda campanha na categoria. No anterior, ele só venceu uma vez quando andava de F4.

Na F3, ele não foi bem, terminando a última temporada em 17º, com dois sextos lugares no Algarve como melhor resultado.

Fittipaldi esteve longe dos principais novatos, como Charles Leclerc, Alex Albon, Lance Stroll e Maximilian Gunther e também fechou atrás de Callum Ilott e Sergio Sette Câmara, que tinham pouco mais de uma dezena de corridas nos monopostos antes de chegarem à F3.

No entanto, a impressão que o paddock da F3 tinha é que a Fortec, como um todo, estava andando abaixo do que podia. Talvez por ter quatro carros com quatro pilotos inexperientes, talvez por dividir as atenções com participação na F4 MSA, em três diferentes F-Renault além da World Series.

A Fortec é a equipe dominante na nova categoria do brasileiro
A Fortec é a equipe dominante na nova categoria do brasileiro

Para provar que não era esse o caso, a equipe levou o veterano Daniel Juncadella, atual piloto da Mercedes no DTM, para Macau. Ele se classificou nas primeiras filas até se envolver em um acidente com Antonio Giovinazzi, na primeira volta da corrida de classificação, dando adeus às chances de vitória.

Só que os pneus usados em Macau – Yokohama – são diferentes dos Hankook da F3 Euro, o que levou a Fortec a testar exaustivamente nos últimos meses para provar que a adaptação aos compostos japoneses não era a causa da diferença no desempenho.

Fittipaldi, assim, tinha a chance de ficar mais um ano na categoria ou buscar algo novo, preferindo o salto para a F-V8 3.5, onde terá o equipamento dominante. No ano passado, a Fortec venceu nove das 17 provas, conquistando o título dos pilotos com Rowland e também a taça por equipes.

Como o brasileiro ainda é jovem, tem 19 anos (Rowland foi campeão com 23), nada impede que faça duas temporadas na categoria, o tempo que ele geralmente precisa para conquistar resultados em um campeonato.

Como está na Fortec, é certeza de que contará com um equipamento vitorioso em um grid que, até o momento, não está tão forte assim. Os favoritos são os franceses Matthieu Vaxivière e Tom Dillmann, além do russo Egor Orudzhev.

A outra opção que ele tinha era fazer um bom ano na F3 para depois tentar brigar por uma vaga top na F-V8 3.5 ou GP2/F2, algo que já conseguiu agora. É por isso que, mesmo queimando uma etapa, a aposta em uma categoria maior pode dar certo.

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5 comentários sobre “O salto de Pietro Fittipaldi para a F-V8 3.5 2016

  1. Achei um ótimo negócio.

    A F3 é atualmente um dos campeonatos mais disputados da Europa.
    O Pietro chegou numa hora em que precisa mostrar resultado e se destacar.A F3,5 é um certame mais fácil para isso do que a F3.

  2. Concordo. Uma outra coisa que dá ideia do desempenho do Pietro na F3, é que foi muito (muito mesmo) superior aos seus companheiros de equipe, mesmo tendo ficado na 17ª colocação no campeonato. Isso sugere que o carro realmente não estivesse á altura das principais equipes, e que com um carro bom poderia ter ido muito melhor. Basta ver o desempenho que vem tendo na MRF Challenge, onde também corre Tatiana Calderon, que competiu na F3 com uma equipe melhor que a do Pietro e teve melhores resultados. Na MRF Pietro é o líder e pode ganhar o campeonato neste fim de semana.
    Achei surpreendente o belga Alessio Picariello, que entrou bem depois no campeonato, venceu várias provas, e entra na última rodada com chances de ser campeão.

    1. Mas os outros quatro pilotos da Fortec no ano passado e Tatiana Calderón são mais fracos que o Pietro Fittipaldi, meio que ele tinha que andar na frente. A questão mais importante é se realmente o 17º lugar dele é a sua posição real ou se a Fortec também deixou a desejar.

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