O fim da F-Renault Alps

A Koiranen inscrevia boa parte do grid da F-Renault Alps
A Koiranen inscrevia boa parte do grid da F-Renault Alps

A organização da F-Renault Alps anunciou na última quinta-feira, dia 7, que a categoria não será disputada em 2016.

Apesar de não ter divulgado, o motivo é o baixo número de pilotos interessados. Em 2015, 14 carros disputaram todas as etapas, sendo ao menos cinco inscritos pela equipe Koiranen, que deixou o certame no fim do ano para se dedicar à F4 e à GP3.

O time finlandês não foi o único  seguir esse caminho. Em 2014, a Euronova trocou a Alps pela F4 Italiana. No ano seguinte, Prema, Jenzer e TS Corse tomaram o mesmo rumo.

O fim da Alps também acaba sendo um golpe para os planos da Renault nas categorias de base. A intenção da montadora era que os pilotos participassem do torneio (ou da versão NEC) junto com a Eurocup para ganhar mais pontos no ranking da FIA para obter a superlicença.

Nos últimos dois anos, aliás, o mesmo piloto venceu a Eurocup e a Alps. Nyck de Vries conseguiu a dobradinha em 2014 e Jack Aitken repetiu o feito no ano passado.

Sem a Alps, os competidores agora podem disputar a Eurocup e a NEC (Norte-Europeia) ao mesmo tempo. Apesar de parecer que a situação pouco mudou, já que os times ainda têm dois certames distantes para andar, permitindo que os garotos somem o mesmo número de pontos na superlicença, o prejuízo pode ser grande.

Se os mesmos pilotos disputarem a Eurocup e a NEC, significa que o espaço para novatos vai diminuir, comprometendo o futuro da F-Renault. Afinal, por que alguém iria estrear em um certame onde veteranos com até três anos nele vão se digladiar pelos pontos da FIA? Melhor correr na F4, com mais opções para quem acabou de deixar o kart.

Com essa lógica, pilotos como Lando Norris, que vai competir na Eurocup e em uma F4 em 2016, podem se tornar mais comuns, desde que o calendário permita participar de todas as etapas de ambos os campeonatos no ano. (Norris terá apenas um choque de datas).

Quanto à Koiranen, a equipe anunciou uma parceria com o time holandês MP, que também passará a inscrever carros na F4 Norte-Europeia (SMP), até então operada apenas pela esquadra finlandesa.

A MP é a outra que deixou a F-Renault para se dedicar à F4 neste ano.

A equipe holandesa vai competir com o apoio da federação local, o que é uma decisão inteligente. A atual geração de pilotos do país (formada por Max Verstappen, De Vries, Robin Frijns e outros) é uma das mais talentosas, então está na hora de aproveitar que o automobilismo está em alta por lá para preparar seus sucessores.

Thiago Vivacqua foi o último brasileiro a vencer na Alps
Thiago Vivacqua foi o último brasileiro a vencer na Alps

BRASIL NA ALPS

Os pilotos brasileiros tiveram um bom histórico na F-Renault ALPS. Foram vários os competidores do país que escolheram o certame para dar os primeiros passos da carreira no automobilismo europeu. Apesar de o título não ter vindo, Bruno Bonifacio foi o terceiro colocado em 2013, posição repetida por Thiago Vivacqua no ano passado.

Representantes do país ganharam corridas nos últimos três anos (quatro triunfos de Bonifacio em 2013 e 2014 e uma de Vivacqua no ano passado) e largaram na pole em todos os anos desde 2012, com Franzoni, em 2012, se juntando aos colegas vitoriosos das temporadas seguintes.

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4 comentários sobre “O fim da F-Renault Alps

  1. E não é que a F4 está crescendo e minando as categorias concorrentes…

    E pra onde devem ir os brasileiros que correram de F-Renault ano passado?

    Vivacqua acho que deve ir pra V8 3,5, né?

    E o Bruno Bapstista?

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