12 meses de atraso

A Sam Schmidt espera poder contar com James Hinchcliffe em toda a temporada 2016
A Sam Schmidt espera poder contar com James Hinchcliffe em toda a temporada 2016

Se você achou o mercado de pilotos da F1 parado, com apenas a transferência de Romain Grosjean da Lotus para a Haas de relevante, é porque não viu como o grid da Indy está se formando para 2016.

Levando em conta as três principais equipes, a Penske e a Andretti vão manter os pilotos do ano passado. A primeira voltará a contar com Will Power, Juan Pablo Montoya, Helio Castroneves e Simon Pagenaud, enquanto a segunda terá Carlos Muñoz, Marco Andretti e Ryan Hunter-Reay.

A situação da Ganassi é ainda mais entediante. O time, que continuará com Tony Kanaan, Scott Dixon e Charlie Kimball, deve diminuir de quatro para três carros, já que Sage Karam ainda não conseguiu o patrocínio necessário para competir.

Na contramão, porém, está a esquadra de Sam Schmidt, que, com 12 meses de atraso, terá a escalação dos sonhos.

Quando a equipe soube que Pagenaud estava de saída, no fim de 2014, após cumprir os três anos de contrato e tendo acabado de lutar pelo título até a etapa final, o favorito para a vaga do francês era James Hinchcliffe.

O canadense havia guiado para a esquadra na Indy Lights e estava disponível no mercado após perder dois patrocinadores, que travaram a renovação com a Andretti.

O contrato foi assinado, e levou apenas duas corridas para que Hinch conquistasse a primeira vitória pelo time, na etapa de Nova Orleans, disputada debaixo de muita chuva. No entanto, um forte acidente nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis, quando parte da suspensão perfurou a perna, o deixou de fora do restante da temporada.

Enquanto passava por diversas cirurgias, acabou substituído por Conor Daly e Ryan Briscoe.

Recuperado, Hinchcliffe retornará ao carro de número 5 para 2016, sendo o grande reforço da Sam Schmidt, que espera voltar a brigar por vitórias e talvez até mesmo pelo título, como no caso de Pagenaud.

O segundo carro da esquadra será de Mikhail Aleshin, com quem Schmidt esperava contar no ano passado. O russo havia pilotado para a esquadra em 2014, mas as sanções econômicas que os Estados Unidos adotaram contra a Rússia por causa da crise na Ucrânia o obrigaram a ficar de fora do último campeonato.

É que Aleshin é apoiado pelo banco SMP, que sofreu com as sanções. Como não era possível transferir o dinheiro para os EUA para pagar pela vaga, o piloto passou a disputar a European Le Mans Series na última temporada.

Com as pendências econômicas resolvidas, ele pôde voltar à Sam Schmidt onde foi bem recebido (junto com o dinheiro do patrocinador) e já disputou a última etapa de 2015, em Sonoma.

Assim, com 12 meses de atraso, Sam Schmidt terá a escalação que imaginou para toda a temporada de 2015, mas só conseguiu colocá-la em prática agora. A dúvida, portanto, será ver se a persistência dará resultado.

Você pode clicar aqui para ver como o grid da Indy 2016 está se formando.

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