Os melhores de 2015

Esses foram todos os prêmios que a Mercedes ganhou aqui no World of Motorsport
Esses foram todos os prêmios que a Mercedes ganhou aqui no World of Motorsport

O último post de 2015 no World of Motorsport não é bem uma retrospectiva. É mais uma daquelas listas que elegem os melhores da temporada.

Usando os mesmos quesitos da antiga eleição que o site Driver Database promovia há alguns anos, comento aqui os meus vencedores. Além disso, em todas as categorias também entra um prêmio – digamos assim – para o melhor brasileiro. Vamos aos eleitos!

Revelação do ano: Charles Leclerc. Não dá para dizer que 2015 tenha sido um ano bom para os novatos. Na maior parte dos campeonatos, foram os competidores mais experientes que brigaram pelo título. Leclerc, porém, impressionou. O monegasco terminou a F3 Euro em quarto, com quatro vitórias, brigou pela vitória no GP de Macau e deve assinar com a Academia da Ferrari.

Pascal Wehrlein e Erik Jones também merecem destaque. Como Max Verstappen foi eleito por mim a revelação do ano de 2014, não fazia sentido dar a ele o bicampeonato, ainda mais em um prêmio para quem se colocou em evidência.

No Brasil: Sergio Sette Câmara. O piloto mineiro conquistou três pódios na F3 Euro (na campanha do 14º lugar), lutou pela vitória no Masters de F3 e entrou para o Red Bull Junior Team.

Melhor piloto de turismo, protótipo ou rali: Timo Bernhard. Parceiro de Mark Webber e Brendon Hartley no Porsche campeão mundial do WEC, o alemão é o piloto menos famoso do trio, mas foi o responsável por um desempenho sólido nas quatro vitórias seguidas, entre Nurburgring e Xangai, que praticamente sacramentaram a conquista do campeonato. Faltou só ganhar em Le Mans.

No Brasil: Marcos Gomes. Concorrência difícil com Christian Fittipaldi, que conquistou o bicampeonato da Stock Car. Mas enquanto o título do ex-piloto de F1 foi decidido após um erro de um adversário na última prova, Gomes venceu três vezes e foi o maior pontuador em diversas outras etapas.

Melhor kartista: Logan Sargent. O aniversariante de hoje (caso você esteja lendo este post em 31 de dezembro) fez com que os Estados Unidos tivesse um campeão mundial de kart ao triunfar na categoria KFJ.

No Brasil: Caio Collet. O brasileiro de 13 anos foi terceiro colocado no mundial de KFJ, repetiu a posição no mundial de Rotax e foi sexto no europeu. O curioso é que quem começou o ano forte foi Felipe Drugovich, que parecia ser a principal chance de o país voltar ao pódio de um Mundial.

Vitor Baptista chegou na Europa e foi campeão
Vitor Baptista chegou na Europa e foi campeão

Surpresa do ano: Kyle Busch. Ninguém dúvida do talento do piloto do carro número 18 da Nascar. Mas 2015 foi um ano atribulado para ele. Começou com uma perna quebrada em um forte acidente na etapa de Daytona da Xfinity, que o deixou de fora das pistas por meses. A classificação para o Chase veio no sufoco, com quatro vitórias seguidas para entrar no top-30. E enquanto os favoritos iam se eliminando pelo caminho, Buschinho venceu a etapa de Homestead-Miami para ficar com a taça.

No Brasil: Vitor Baptista. Em 2014, o paulista já havia chamado atenção ao vencer três vezes na divisão principal da F3 Brasil, superando Pedro Piquet, mesmo com um carro da divisão Light. Com o bom desempenho, mudou-se para a Europa e, mesmo contra um grid experiente, foi campeão da Euroformula Open. Seu antigo companheiro de equipe Matheus Leist também merece destaque pelas duas vitórias na F4 MSA.

Novato do ano: Max Verstappen. O que falar de um piloto que saiu do kart direto para a F1 em cerca de um ano e meio e teve números na Toro Rosso comparáveis apenas aos de Sebastian Vettel?

No Brasil: Uma parte de mim gostaria de dar esse prêmio também a Vitor Baptista. No entanto, há uma diferença entre ser estreante na Euroformula Open e na F1. Nesta, Felipe Nasr começou bem, com um quinto lugar no GP da Austrália, o melhor desempenho de um brasileiro na principal categoria do automobilismo mundial.

Mas vale o aviso ao titular da Sauber de que é preciso se classificar melhor aos sábados e manter um bom ritmo de corrida, mesmo quando o top-10 parece distante.

Nelsinho Piquet foi de 99 para 1 na F-E. Quase uma música de Wesley Safadão
Nelsinho Piquet foi de 99 para 1 na F-E. Quase uma música de Wesley Safadão

Piloto de monopostos do ano: Lewis Hamilton. Também seria possível mudar o título deste prêmio para “campeão da F1”. É quase impossível alguém ter um desempenho melhor que o campeão. Stoffel Vandoorne fica com o segundo posto e, claro, sem essa vaga.

No Brasil: Fiquei em dúvida entre Nelsinho Piquet, pelo título da F-E, e Pedro Piquet, pelas 14 vitórias (sendo 13 seguidas) e o bicampeonato da F3 Brasil. Mas como a taça está em família, não vejo problemas em deixar que eles a dividam.

Piloto do ano: Lewis Hamilton. Quando a gente diz que um campeonato foi chatíssimo porque um piloto o dominou totalmente, é sinal de que ele teve um desempenho muito superior aos demais. E vamos concordar que a F1 2015 não vai deixar saudades.

No Brasil: Nelsinho Piquet. Quando ele anunciou que ia testar pela F-E, vi comentários como “parece que todos os pilotos do mundo vão andar na F-E”. Ele não foi mais um. Poupando energia nos momentos certos e sabendo fazer uso do FanBoost para atacar, o filho de Nelsão Piquet conquistou o primeiro título da história da categoria, superando os favoritos Lucas Di Grassi e Sébastien Buemi.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s