5 jovens promessas para ficar de olho em 2016

Todos os anos, bilhões de jovens pilotos querem aparecer
Todos os anos, bilhões de jovens pilotos querem aparecer

Um costume que tenho aqui no World of Motorsport é todos os anos indicar cinco jovens pilotos nos quais devemos ficar de olho na próxima temporada.

Não é exatamente apontar os favoritos a cada campeonato, mas falar quem tem chances de aproveitar os próximos 12 meses para dar um passo à frente na carreira.

A ideia também é não falar de nomes bem conhecidos. Afinal, por que eu indicaria Stoffel Vandoorne, Esteban Ocon, Charles Leclerc, entre vários outros, se há anos eles têm se destacado nas categorias de base?

Claro que tentar adivinhar quem poderá ter sucesso na carreira nem sempre dá certo. Por ser um exercício muito grande de futurologia, não dá para prever exatamente o que vai acontecer, mas a média tem sido boa.

O próprio Vandoorne, quando tinha acabado de estrear na F-Renault, apareceu na lista, assim como Daniel Ricciardo, além de Pascal Wehrlein, Alexander Rossi e Rio Haryanto, que disputam as vagas na Manor em 2016.

No ano passado, até que me saí bem com as previsões. Erik Jones foi campeão da Nascar Truck Series e Lando Norris venceu a F4 MSA. Dá para dizer que Jake Dennis foi bem na F3 Euro, com seis vitórias e Fabio Quartararo, enquanto esteve saudável, foi um dos destaques da Moto3.

Trago agora cinco novas previsões de pilotos que devem se destacar nos próximos 12 meses:

www.hoch-zwei.net

5) Mick Schumacher

Vice-campeão do Mundial de Kart de 2014, o filho de Michael Schumacher teve uma temporada de altos e baixos na estreia na F4 Alemã. Conquistou uma vitória logo na estreia, é verdade, mas foi graças ao grid invertido. De resto, só obteve mais um pódio, se envolveu em um forte acidente (sem culpa) e ainda foi suspenso de uma corrida.

Um dos genes que ele parece não ter herdado do pai é a capacidade de ir rápido em uma única volta. Enquanto Michael anotou o recorde 68 poles na F1, o filho geralmente se classificava no meio do grid, sendo vítima de diversos acidentes como consequência.

Ao mesmo tempo, Mick mostrou ter um ótimo ritmo de prova, além de ser um bom passador, não perdendo muito tempo atrás dos adversários.

Para o ano que vem, o alemão de apenas 16 anos de idade está negociando para correr pela sempre favorita equipe Prema na F4 Italiana e na Alemã, o que o torna um dos favoritos à taça.

Enaam Ahmed

4) Enaam Ahmed

Este britânico de 15 anos de idade (faz 16 em fevereiro) foi o responsável por derrotar Mick Schumacher no Mundial de Kart de 2014. Assim como o colega, teve um começo bastante complicado no automobilismo, demorando a se adaptar aos monopostos.

Considerado um dos favoritos ao título da F4 MSA, ele decepcionou, conquistando o primeiro pódio apenas em Knockhill, na sétima das dez etapas do ano. O resultado, no entanto, foi um ponto de virada. Desde então, passou a figurar sempre entre os mais rápidos, fechando o ano com mais dois terceiros lugares e uma vitória.

Ahmed também disputou a F4 Norte-Europeia (SMP), como uma forma de acumular mais quilometragem. Deu certo. O desempenho no geral melhorou, e ele venceu cinco das seis corridas disputadas em Audru, na Estônia, superando Niko Kari, agora na Red Bull.

Se Ahmed continuar na F4, ele é automaticamente um dos favoritos ao título. O piloto, no entanto, tem testado pela F-Renault, e em uma nova categoria ele pode repetir o problema de adaptação que teve em 2015.

Colton Herta

3) Colton Herta

Quem foi o piloto mais jovem da F4 MSA no ano passado? Enaam Ahmed? Errado. Foi o filho de Bryan Herta, que completou 15 anos no dia 20 de março, às vésperas de estrear na categoria.

Mesmo muito jovem, ele é dono de um currículo com experiência nos EUA e na Ásia. Ainda assim, Herta levou duas etapas para se adaptar à F4. Depois de sofrer nas primeiras corridas, fechou o ano com três poles e quatro vitórias, sendo praticamente o único piloto a bater Lando Norris, o campeão, nas etapas finais.

Se continuar na F4 MSA, o piloto é outro favorito ao título. Com um pai vindo do esporte a motor, bem relacionado e com o apoio certo, Herta não deve ser descartado rumo à F1, embora uma mudança para a Indy em algum momento pareça mais provável.

FIA Formula 3 European Championship, round 1, race 3, Silverstone (GBR)

2) George Russell

É incrível pensar como o antigo companheiro de Max Verstappen nos karts ainda está tentando se firmar nos monopostos. Basta ver que, excluindo a campanha do título da F4 Inglesa em 2014, ele tem apenas seis pódios em 50 corridas na carreira.

A pressa para fechar com as melhores equipes e o atropelamento de passos da carreira, como ter saído de uma campanha razoável na F-Renault Alps direto para a F3 Euro, fizeram com que este britânico de 17 anos sempre precisasse lidar com problemas de adaptação a um novo carro antes de mostrar do que é capaz.

Para 2016, ele já fechou com a Hitech, que retorna ao automobilismo europeu, na F3 Euro, e contará com uma equipe montada para fazê-lo vencer. Tendo testado extensivamente com a escuderia durante o inverno, é a chance de recuperar o posto de um dos jovens pilotos mais badalados de sua geração.

SSC

1) Sergio Sette Câmara

Quando comecei a pensar nesta lista, há alguns meses, o piloto brasileiro era um dos que certamente estaria nela. Afinal, pela primeira vez ele teria a chance de dar continuidade à carreira e usar a experiência para conquistar bons resultados.

No meio do caminho, a Red Bull o escolheu para fazer parte do Junior Team em 2016, alçando-o ao topo deste top-5.

Uma das virtudes de Câmara é que ele consegue ser rápido desde a primeira vez que entra no carro. Se vimos nesta lista jovens pilotos que tiveram problemas de adaptação, o brasileiro não é um deles. Basta ver que, quando estreou na Toyota Racing Series, na quarta etapa de 2015, ele foi o mais rápido no seu primeiro treino livre.

Antes de ir à Nova Zelândia, a experiência dele se resumia a meia temporada na F3 Brasil, tendo superado Pedro Piquet e conquistado uma pole. Na F3 Euro, o primeiro pódio veio em Spa, na quinta etapa, mas depois se tornou presença constante na zona de pontos, tendo até lutado pelo título do Masters de F3.

Agora, o mineiro terá um desafio diferente. Ele tem a experiência necessária para ir bem desde o começo, embora a Red Bull espere no mínimo algumas vitórias. Porém, pela Motopark, equipe com a qual renovou contrato, essa será uma tarefa no mínimo complicada.

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4 comentários sobre “5 jovens promessas para ficar de olho em 2016

    1. Pietro é um piloto que costuma ter os melhores resultados no segundo ano na categoria. E ter andado pela Fortec, mediana e com companheiros pouco competitivos, não ajudou.

      Por isso, acho que seria melhor ele fazer mais um ano de F3 Euro antes de pensar em ir para F3.5 V8, GP3 ou GP2.

      Mas, no geral, ele é bom. Não é ótimo (ainda?), mas tá no jogo. Se não fosse, não estaria liderando o MRF Challenge.

  1. Boa lista.

    São nomes muito bons realmente.

    Schumacher fez um bom ano e parece ter algum talento,além é claro do fato de ser filho do homem.

    Russel é um dos talentos da F3,assim como Sette Câmara.

    Ahmed teve a costumeira dificuldade que pilotos tem ao chegar no monoposto.
    Normal passar dificuldade.
    Parece ser muito bom de fato.

    O filho do Brian Herta que confesso que nunca tinha ouvido falar.

    Vítor Baptista não teria vaga na lista?

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