Lance Stroll troca a Ferrari pela Williams

Lance Stroll nas cores da Williams
Lance Stroll nas cores da Williams

Se o mercado de pilotos para a próxima temporada da F1 não foi quente, tendo a ida de Romain Grosjean da Lotus para a Haas como a única grande mudança, ao menos as transferências estão mais agitadas quanto aos jovens talentos.

Nesta quinta-feira, dia 26, Lance Stroll trocou a Academia da Ferrari pela Williams, onde passará por um programa similar ao de Valtteri Bottas. Há alguns anos, o finlandês teve o desempenho na base e em testes de F1 acompanhado pela escuderia, de olho em assumir a vaga de titular.

O curioso dessa notícia é que nenhum piloto era tão ligado à Academia da Ferrari quanto Stroll.

Ele foi selecionado pela equipe italiana quando tinha apenas 11 anos e estava dando os primeiros passos no kartismo. Desde então, se tornou um vencedor na modalidade e subiu para os monopostos, sendo campeão da F4 Italiana, no ano passado, e da última temporada da Toyota Racing Series.

Esse, aliás, foi o único título conquistado por um representante da Academia da Ferrari em 2015.

Lance é filho do bilionário Lawrence Stroll, considerado pela Forbes um dos mil homens mais ricos do mundo. Ele fez sua fortuna, estimada em mais de US$ 2,5 bilhões, com roupas de grife no Canadá e na Europa e é dono de uma coleção de 35 Ferrari, daí a ligação com a montadora italiana.

Lawrence também investiu na equipe Prema, onde o filho vai correr em 2016 pelo terceiro ano seguido. O time tem sido casa dos representantes da Academia da Ferrari.

O problema é que Lance deve ter percebido que a chance de um dia guiar um carro vermelho na F1 é próxima a zero. A Ferrari nunca teve a cultura de promover jovens pilotos, tendo recentemente seguido o caminho oposto e investido em campeões como Fernando Alonso, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen.

O único piloto da Academia a ter de fato uma chance na F1 foi Jules Bianchi, que passou quase dois anos na Marussia, a pior equipe do grid. Ele teria assinado com a Sauber antes do acidente no GP do Japão de 2014, que tirou sua vida meses depois.

Já que é preciso passar diversos anos nas equipes menores antes de talvez ter uma chance na Ferrari, Stroll entendeu que é mais inteligente se acertar logo com elas, ao invés de depender da boa vontade da escuderia italiana.

Como dinheiro não é problema para ele, o acerto com a Williams não demorou a acontecer.

A equipe inglesa, que tem Felipe Massa e Bottas com contrato para o ano que vem, certamente não despreza um patrocinador.

A vida do finlandês na Williams pode ser curta, visto que neste ano foi especulado na mesma Ferrari. Massa já afirmou que planeja renovar contrato com o time, embora o patrocínio da Petrobras não seja mais uma garantia dado o momento negativo em que a empresa se encontra.

Outras mudanças na Academia da Ferrari devem acontecer nos próximos meses, com Charles Leclerc sendo especulado para assumir a vaga de Marciello.

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