Nova F3 Inglesa, velhos problemas

A F4 Inglesa estreia um novo carro neste fim de semana para tentar ser a sucessora da F3 Inglesa
A F4 Inglesa estreia um novo carro neste fim de semana para tentar ser a sucessora da F3 Inglesa

Quando a F3 Inglesa fechou as portas no começo do ano passado, já havia o interesse por parte das equipes e dos organizadores de fazer a categoria retornar. Eles consideravam que era apenas uma pausa na história do campeonato, principalmente por causa dos grids minúsculos de apenas seis carros, embora também soubessem que seria preciso evitar um confronto com a FIA, preocupada em promover a F3 Euro, se quisessem ter sucesso nos planos de retomada.

Agora, chegou a hora de o campeonato voltar. Ou algo assim. Em 2016, a F4 Inglesa (BRDC), apesar do nome, vai se tornar um espécie de nova F3 Inglesa.

A passagem de bastão entre as categorias começou com o novo carro da F4. A partir deste fim de semana, durante o torneio de outono, a F4 Inglesa usará o mesmo bólido da F4 Alemã e da F4 Italiana, feito pela Tatuus.

A diferença é o motor modificado, mais potente. Nos treinos conduzidos por Jolyon Palmer, em julho, o novo carro foi 5s mais rápido que o antecessor. O objetivo da categoria com o novo equipamento é que ela se torne um passo intermediário entre as F4 nacionais e a F3 Europeia, algo que já era desejado pela F3 Inglesa antes de fechar as portas.

O novo carro também atraiu diversas equipes tradicionais ao certame, como Carlin e Fortec.

Para o ano que vem, o calendário anunciado pela categoria também resgata uma velha tradição da F3 Inglesa: a visita anual a Spa-Francorchamps, que será a única prova fora do Reino Unido.

Mas o grid por enquanto não é muito maior que essa foto
Mas o grid por enquanto não é muito maior que essa foto

Só que nem todas as semelhanças entre os dois certames são boas.

A F4 Inglesa também começa a sofrer com o grid enxuto, que tomou conta da F3 em suas duas últimas temporadas. Durante o torneio de outono, apenas sete pilotos estão confirmados no grid, sendo que o último deles, Ben Barnicoat, só foi anunciado após os treinos livres.

Em comparação, a última etapa da F3 Inglesa, em 2014, teve somente cinco carros em Donington Park.

Mas ainda é muito cedo para cravar que o grid da F4 será vazio. Comprar um novo carro neste momento do ano não é tarefa fácil pra as equipes, já que os pilotos só devem começar a negociar os orçamentos para o ano que vem.

E, no ano passado, o torneio de outono não foi indicação do que aconteceria na temporada regular. Nove pilotos participaram do minicampeonato no fim de 2014, enquanto o grid deste ano chegou a ter o dobro de competidores. Com um carro mais potente e não muito mais caro, não é absurdo pensar que esse número pode ser ainda maior em 2016.

O problema, porém, é que há um degrau entre as equipes que correram no certame neste ano e Carlin e Fortec, duas potencias europeias.

A F3 Inglesa morreu, entre outros motivos, porque era caro demais perder para a Carlin. As equipes já começavam o campeonato sabendo que não teriam chances de serem campeãs. Assim, enquanto o time de Trevor Carlin passava a inscrever seis máquinas, as escuderias menores iam fechando as portas ou se dedicando a outros certames.

E essa situação a F4 Inglesa vai precisar saber como enfrentar. Afinal, grande parte do sucesso do campeonato, que revelou nomes como George Russell e Arjun Maini, foi ter um grid equilibrado, em que a maior parte das equipes tinha chances de vitória.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos do torneio de outono da F4 Inglesa, assim como das principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.

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Um comentário sobre “Nova F3 Inglesa, velhos problemas

  1. Felipe, parece que o campeonato germânico (ADAC Formel 4) se tornou o campeonato mais forte, de FIA Fórmula 4, espalhados mundo afora. Contou com 51 pilotos inscritos (de 16 países) e com uma participação média de 34 carros nas 24 etapas realizadas. Contou, inclusive, com a participação de 2 brasileiros: Mauro Auricchio (em 21 das 24 corridas), melhor classificação: 13o lugar e Giuliano Raucci (em 3 das 24 corridas), melhor classificação: 13o lugar.
    Ao comparar a Fórmula 4 inglesa com a alemã, ambas tiveram 24 etapas, sendo que a inglesa foi disputada somente em solo britânico e a alemã teve etapas na Áustria e na Bélgica. Além deste fato, que é mais atrativo para os jovens pilotos, pois competem em pistas que irão correr em suas carreiras no futuro, seriam os valores para competir em uma temporada na alemã e na inglesa que talvez fosse mais atrativo para os pilotos? Desconheço esses valores mas, se você tiver tempo, poderia dar uma pesquisada?

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