5 pilotos (e Piquet) que mereciam uma nova chance na F1

Nelsinho Piquet não negou ter sido procurado pela F1
Nelsinho Piquet não negou ter sido procurado pela F1

Nelsinho Piquet, na última semana, não negou que foi procurado pela Haas para negociar uma vaga a próxima temporada da F1.

Como a equipe americana estreia no certame, ela busca um veterano que possa guiá-la nesse primeiro ano na nova empreitada e ajude a desenvolver o equipamento ao mesmo tempo em que brigue para pontuar com certa regularidade.

Assim, o brasileiro, atual campeão da F-E e com experiência na F1 era uma opção que se encaixava nesse perfil. Piquet, no entanto, afirmou que é mais vantagem continuar na categoria de carros elétricos, aproveitando o ambiente vencedor que encontrou.

Se o brasileiro não quis voltar à F1, veja outros cinco pilotos que mereciam, seja pelo desempenho, seja pelo fator folclórico,  uma segunda chance na principal categoria do automobilismo mundial:

André Lotterer

5) André Lotterer

Principal nome da Audi no WEC – o Mundial de Endurance – desde a aposentadoria de Tom Kristensen, o alemão participou de uma única etapa da F1, em 2014, quando foi chamado por Colin Kolles para a vaga de Kamui Kobayashi, na Caterham, no GP da Bélgica.

Lotterer abandonou a corrida, mas causou tão boa impressão que chegou a ser chamado pela equipe para outras etapas, embora tenha negado para seguir no WEC e na Super Formula.

Com três triunfos nas 24 Horas de Le Mans e um título na Super Formula talvez esteja na hora de dar adeus (ou um até breve) à Audi e buscar reconhecimento na principal categoria do automobilismo mundial.

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4) Kazuki Nakajima

O nipônico deixou a F1, em 2009, após apenas duas temporadas pela Williams. Desde então, se tornou um dos principais pilotos da Toyota no WEC e foi duas vezes campeão da Super Formula, sendo companheiro de equipe de Lotterer.

O problema para o retorno de Nakajima à F1 é justamente o vínculo com a montadora japonesa. Como a Toyota não parece estar disposta a retornar à F1, onde teve uma última passagem decepcionante (ao gastar muito e vencer pouco), as chances de vê-lo no grid do campeonato são mínimas.

Jos Verstappen

3) Jos Verstappen

Se Max Verstappen, aos 17 anos, se tornou o piloto mais jovem a disputar uma corrida da F1, nada impede que o pai seja o mais velho. O problema é que Jos tem apenas 44 anos, e o recorde de piloto mais velho a disputar uma prova da categoria pertence a Philippe Étancelin, que disputou o GP da França de 1952 aos 55 anos.

Mas a Haas não estava buscando experiência? Por que não apostar em Verstappen, que disputou oito temporadas da categoria?

Embora o veterano esteja fora de forma, ele teve bons resultados desde que deixou a F1, em 2003.

Em 2006, ganhou a etapa da A1 GP, em Durban, na África do Sul e, dois anos mais tarde, competindo por um time holandês, venceu a divisão LMP2 das 24 Horas de Le Mans. Para 2016, aliás, ele considera um retorno a Le Mans. Nada impede, portanto, que ele repita Nico Hülkenberg e compita tanto na prova francesa quanto na F1.

Montoya 2

2) Juan Pablo Montoya

Durante muito tempo, a maior crítica ao colombiano era que ele estava muito acima do peso para pilotar um monoposto.

Nos dois últimos anos na Indy, porém, calou os críticos. Em 2015, venceu as 500 Milhas de Indianápolis e só perdeu o título para Scott Dixon nos critérios de desempate.

Agora que já mostrou estar em forma, Montoya bem que poderia voltar para a F1. É experiente, rápido, carismático (quando vence) e pode contar com o apoio de investidores colombianos que estejam dispostos a voltar a colocar dinheiro na categoria.

Jaime Alguersuari e Sébastien Buemi

1) Sébastien Buemi

Atual campeão do WEC pela Toyota e vice-campeão da F-E, o suíço já mostrou que é de capaz de vencer em qualquer categoria que disputou após a F1.

O problema mesmo foi a passagem apagada pela principal categoria do automobilismo mundial. Nela, liderou apenas uma volta no GP do Canadá de 2010. Fora o bom desempenho em Montreal, ele jamais demonstrou ter o mesmo potencial das estrelas da categoria.

É o típico caso de piloto bom demais para estar fora da F1, mas incapaz de chegar a um título mundial na principal categoria de monopostos do planeta.

Mas quando o assunto é marcar pontos de forma consistente, nada impede que o suíço seja uma boa opção para qualquer escuderia com um equipamento competitivo.

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