De onde surgiu Scott Dixon?

Scott Dixon conquistou o tetra da Indy
Scott Dixon conquistou o tetra da Indy

Em uma coisa Juan Pablo Montoya teve razão no seu desabafo após perder a temporada 2015 da Indy nos critérios de desempate: Scott Dixon não foi Scott Dixon neste ano.

Da última vez que o neozelandês tinha vencido o título da categoria, ele havia emplacado uma sequência de três vitórias consecutivas, cortando a diferença para Helio Castroneves. Depois, foi aproveitar as raras falhas mecânicas do brasileiro para se sagrar campeão.

Dessa vez, o piloto da Ganassi teve uma temporada sem destaques. Foram três triunfos, mas bastante espaçados. Tanto que, antes da decisão em Sonoma, ele aparecia atrás do próprio Montoya e de Graham Rahal e Will Power entre quem tinha mais chances de ser campeão.

Apesar de o neozelandês ter deixado a desejar em algumas etapas, os números mostram que a temporada dele não foi tão diferente da de Montoya. Ou seja, se o colombiano diz que o rival teve um ano apagado, para usar um eufemismo aqui, então ele também não conseguiu brilhar em todo o calendário.

As diferenças entre os dois pilotos aconteceram em dois pontos. No primeiro, Montoya terminou nove vezes entre os cinco primeiros contra sete vezes de Dixon.

No entanto, o neozelandês venceu três vezes, contra apenas duas do colombiano. E a Indy é uma categoria que privilegia os triunfos. O ganhador de uma prova marca dez pontos a mais que o segundo colocado. Para o quarto colocado abrir os mesmos dez pontos, é preciso que o outro piloto chegue em nono (não considerando aqui a pontuação dobrada obviamente).

Falando na pontuação em dobro, ela de fato beneficiou Dixon. Entre Indianápolis e Sonoma, o novo tetracampeão marcou 164 pontos contra 156 de Montoya, excluindo os bônus.

E foram justamente os pontos extras o segundo fator que deu o título ao representante da Ganassi. Lembrando que o regulamento da Indy dá um ponto para quem marca a pole-position de uma prova (exceto as 500 Milhas), outro para quem lidera ao menos uma volta por corrida e mais dois para quem lidera o maior número de voltas.

Dixon somou 19 pontos de bonificação em 2015. Foram dez por ter liderado uma volta, oito por ter liderado o maior número de giros e mais um pela pole em Mid-Ohio.

Montoya teve apenas 12. Liderou em oito corridas, sendo que em duas delas pelo maior número de voltas.

Em um campeonato tão parelho, que terminou empatado, cada pontinho desses poderia fazer a diferença. E uma estatística curiosa. Montoya não liderou nenhuma volta em Sonoma. Se a Penske tivesse o deixado na pista por mais tempo antes de um pit-stop, só para acumular o bônus, o resultado do campeonato poderia ter sido bem diferente.

Confira um comparativo entre as temporadas de Juan Pablo Montoya e Scott Dixon:

dixon x montoya

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