A saída da equipe de Michael Waltrip da Nascar

A rodada proposital de Clint Bowyer começou a decadência da equipe de Michael Waltrip
A rodada proposital de Clint Bowyer começou a decadência da equipe de Michael Waltrip

A equipe de Michael Waltrip agitou o geralmente pouco movimentado mercado de pilotos da Nascar ao anunciar nesta semana que está fechando as portas.

O motivo de encerrar as operações foi não conseguir patrocínio para ter um time competitivo em 2016 e ainda ter perdido Robert Kauffman, o principal investidor, que negocia comprar parte da Ganassi.

Apesar de o fechamento de uma equipe sempre significar o enfraquecimento do grid, a saída da Waltrip não deve ser tão lamentada.

Afinal, estamos falando do mesmo time que no primeiro ano competindo de forma integral na categoria pela Toyota, em 2007, precisou usar um aditivo no combustível (que foi apelidado de combustível de foguete) – proibido pelas regras – para tentar se classificar para a Daytona 500.

Depois de anos amargando altos e baixos, a escuderia conseguiu levar Clint Bowyer ao vice-campeonato de 2012, mas, a partir daí, entrou em uma espiral decrescente e voltou a fazer de tudo para alcançar os objetivos.

Tudo, incluindo pedir para Bowyer rodar propositalmente na etapa de Richmond, que definia os classificados ao Chase do ano seguinte, para ajudar o companheiro de equipe Martin Truex Jr a ganhar posições e ficar entre os 12 primeiros da tabela de pontos.

A tática em um primeiro momento deu certo, e Truex chegou ao Chase. No entanto, quando a Nascar descobriu o que havia acontecido, o piloto foi punido e retirado dos playoffs, e a equipe de Waltrip teve apenas Bowyer na fase decisiva.

Como resultado, o time perdeu a Napa, seu principal patrocinador, e o próprio Truex foi obrigado a mudar de equipe para seguir na categoria.

Diminuir de três para dois carros enfraqueceu a Waltrip, que também não disputou o Chase em 2014. Foram, portanto dois anos seguidos sem premiações extras por desempenho, fundamentais para o modelo de negócios do time, que contava com essa grana para ter o orçamento necessário para bater de frente com gigantes como Hendrick, Joe Gibbs e Penske.

Assim, com apenas Bowyer com patrocínio garantido para 2016, a escolha da escuderia foi fechar as portas. Enquanto a saída da Waltrip significa um time a menos nas competições, também é uma maneira de mostrar que quem burla o espírito esportivo não tem vida longa.

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