Todos contra Schumacher

Mick Schumacher é a grande estrela da F4 Alemã
Mick Schumacher é a grande estrela da F4 Alemã

Que campeonato tem mais de 40 pilotos inscritos, mais de 100 jornalistas credenciados e todas as atenções estão voltadas para o filho de um heptacampeão histórico? A Nascar? Errado. É a F4 Alemã, cuja temporada 2015 começa neste fim de semana em Oschersleben.

A categoria, que entra no lugar da Adac Masters e respeita o regulamento da FIA para F4, terá na estreia de Mick Schumacher o principal destaque.

Filho do sete vezes campeão mundial da F1, o garoto teve uma carreira sem grande destaque no kartismo até o pai sofrer o terrível acidente enquanto esquiava, no fim de 2013. Desde então, Mick Junior não se abateu. Pelo contrário. O piloto se tornou vice-campeão europeu e mundial de kart e agora vai estrear nos monopostos pela equipe Van Amersfoort.

Ao lado de Schumacher haverá outro sobrenome famoso. O garoto será companheiro de Harri Newey, filho de Adrian Newey, que projetou alguns dos carros mais vitoriosos da F1 nas últimas décadas.

Apesar de contar com esses dois e muitos outros ex-kartistas, a F4 Alemã terá um grid bastante experiente, promessa de um campeonato muito disputado e de altíssimo nível.

A própria Van Amersfoort conta, no terceiro carro, com Joseph Mawson, quarto colocado na F4 Francesa no ano passado.

O australiano, no entanto, fará as primeiras provas da carreira na Alemanha. Situação oposta de Marvin Dienst, campeão da seletiva da BMW em 2012 e tendo disputado a Adac Masters nas últimas três temporadas. O garoto competirá pela HTP, escuderia famosa nas competições de carro GT, antes parceira da Mercedes e agora da Bentley.

Joel Eriksson, irmão mais novo de Jimmy Eriksson, da GP3, e Tim Zimmermann são outros pilotos que estreiam na F4 após também terem corrido na Adac Masters.

O brasileiro Mauro Auricchio vai precisar superar 40 adversários
O brasileiro Mauro Auricchio vai precisar superar 40 adversários

Um dos segredos para o grid tão grande é a presença de diversos times vindo da F-Renault 1.6. Como o campeonato fechou as portas, as equipes optaram para fazer a migração para a F4 Alemã. Entre elas está a Lechner, uma das principais forças da Porsche Supercup, mas que retornou apenas ano passado aos monopostos.

Quem também veio da F-Renault 1.6 é Ralf Aron. No entanto, o piloto estoniano vai competir pela Prema em um programa duplo, que também inclui a F4 Italiana. Ele será companheiro de Guanyu Zhou, da Academia da Ferrari.

O piloto chinês está terminando a transição do kartismo, portanto deve ter dificuldades em um grid tão experiente. Só que não é bom esquecermos o que Lance Stroll, também protegido da escuderia de Maranello, fez na F4 Italiana no ano passado como um novato.

A Mücke é outra com programa duplo em 2015, com o russo Robert Schwartzmann e o alemão David Beckham Beckmann, que ficará de fora da etapa deste fim de semana por ainda não ter completado 15 anos.

Por fim, são dois sul-americanos na categoria. O brasileiro Mauro Auricchio vai andar pela equipe de Timo Scheider, enquanto o venezuelano Jonathan Cecotto, irmão de Johnny Cecotto (ex-GP2), representará a Motopark.

Apesar de chamar a atenção com um grid tão grande, a categoria precisará enfrentar alguns problemas já a partir deste fim de semana.

O primeiro é a questão do grid invertido. Não faz sentido trocar a posição dos oito primeiros de uma prova e ignorar os outros 32. Esses terão uma chance a menos de pontuar, às vezes em decorrência de um acidente ou quebra mecânica na bateria anterior, em que não tiveram culpa.

O outro problema é a pré-classificação. Chega a ser injusto exigir de um monte de garotos recém-saídos do kartismo que consigam arrumar um lugar no grid já no treino da sexta-feira, com o risco de precisar voltar para a casa mais cedo. Assim, uma eventual debandada até o fim da temporada pode acontecer.

Você pode clicar aqui para ver os inscritos da F4 Alemã em 2015. Ou aqui para ver os resultados completos da F4 neste fim de semana, assim como das principais categorias do automobilismo mundial.

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2 comentários sobre “Todos contra Schumacher

  1. Eu sei que planejamento de carreira varia de acordo com o budget e desenvolvimento do piloto, mas na sua opinião qual seria a melhor categoria pra recém saídos do Kart, F4 ou F-Renault?

    1. Eu gosto da F-Renault, porque como só há um campeonato, a Eurocup, ela é mais competitiva. Mas quase todos os grandes kartistas de 2013 e 2014 acabaram indo para a F4 neste ano. Acho que pesou a decisão da FIA de dar mais pontos à F4 na superlicença, mas é algo para ficar de olho.

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