Os dois gráficos da Indy 2015

A Indy estreia os kits aerodinâmicos neste fim de semana
A Indy estreia os kits aerodinâmicos neste fim de semana

A temporada 2015 da Indy começa neste domingo, dia 29, com os kits aerodinâmicos como a grande novidade.

Prometidos desde quando Randy Bernard dirigia a categoria, as peças só tiveram a luz verde para serem produzidas no ano passado e estreiam agora. Como resultado, os carros parecem visualmente bem mais agressivos, lembrando os da F1 na época em que os apêndices eram permitidos.

Sem o mesmo destaque dos kits, duas estatísticas chamam a atenção neste começo de campeonato.

A primeira aponta que as três grandes equipes – Ganassi, Penske e Andretti – representam 50% do grid. Juntas, as escuderias têm 12 carros em São Petersburgo, enquanto todos os demais times estão inscrevendo outros 12.

Apenas três equipes formarem metade do grid é ruim para o campeonato, pois deixa as demais esquadras vulneráveis. Veja abaixo a comparação entre o número de carros das três grandes com relação ao resto do grid desde a fusão entre a Champ Car e a IRL.

big3Em primeiro lugar, para inscrever quatro pilotos cada, elas precisam de patrocinadores. Ou seja, um investidor que queira entrar na Indy vai preferir estampar a marca numa gigante como a Penske ou optará por alguma esquadra que briga na metade do pelotão? É por essa razão que Panther, Dreyer & Reinbold, entre outras, fecharam as portas nos últimos anos.

Competitivamente também é ruim para as equipes pequenas. Afinal, com 12 carros entre as grandes, já fica mais complicado alcançar um top-10. Um pódio, então, só com uma atuação espetacular.

Mas essa situação é um pouco melhor que no ano passado. Em 2014, Ganassi, Andretti e Penske já formavam 50% do paddock, embora somassem 11 carros. Ou seja, o grid cresceu em 2015 tanto nas grandes quanto nas pequenas. Em que pese Sage Karam (Ganassi), Simona de Silvestro (Andretti) e Francesco Dracone (Dale Coyne) não estarem confirmados para todas as etapas.

A outra estatística diz respeito ao Road to Indy, o programa que reúne as categorias de acesso do automobilismo norte-americano.

Na atual temporada, há apenas um brasileiro presente, Victor Franzoni, na USF2000. É o menor número de representantes desde 2012, quando Victor Carbone andou na Indy Lights.

Com relação ao ano passado, Luiz Razia não conseguiu permaneceu na Indy Lights nem subir para a categoria principal. Nicolas Costa deixou a Pro Mazda para correr na F4 Japonesa, enquanto Felipe Donato e Gustavo Myasava participaram da primeira etapa do Brasileiro de Turismo. Pipo Derani, por fim, voltou para o automobilismo europeu e vai disputar o WEC.

brasileirosroadtoindy

Vendo o gráfico acima, sobre a presença dos brasileiros desde o início do Road To Indy, em 2010, dá para perceber uma inversão importante. Se nos três primeiros anos do programa eles estavam nas categorias maiores, na Mazda e na Lights, desde 2013 a USF2000 atraiu a maior parte dos pilotos do país.

O problema é que nenhum brasileiro nesse período conseguiu seguir carreira nos EUA. Por problemas de patrocínio ou desinteresse no esporte a motor, eles escolheram outros rumos.

Assim, é evidente que o problema de renovação do grid da Indy é cada vez maior. Com Tony Kanaan e Helio Castroneves mais próximos da aposentadoria, não há ninguém que possa substituí-los em breve.

E o problema maior nem é esse. Já não é novidade que piloto brasileiro não chega na Indy. Os últimos foram Mario Romancini, Raphael Matos e Bia Figueiredo. O problema agora é que os representantes do país sequer conseguem escalar as categorias de acesso.

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