Felipe Nasr levou a melhor no duelo contra Daniel Ricciardo e Kimi Raikkonen
Felipe Nasr levou a melhor no duelo contra Daniel Ricciardo e Kimi Raikkonen

Felipe Nasr levou apenas cinco ou seis voltas do GP da Austrália para deixar o estigma de piloto pagante para trás na F1.

Contratado pela Sauber para a temporada 2015 principalmente por causa do patrocínio do Banco do Brasil, o brasileiro não demorou a mostrar do que é capaz.

Para quem o acompanhou na GP2, ver Nasr fazendo boas largadas não é nenhuma novidade. Ele havia se classificado em 11º em Melbourne, mas herdou uma posição para a prova deste domingo, dia 15, com a ausência de Valtteri Bottas, vetado pelos médicos.

Depois, o brasiliense tracionou bem após as luzes verdes, ganhando algumas posições. Ele ainda foi tocado por Kimi Raikkonen na segunda curva, sendo arremessado na direção de Pastor Maldonado. O venezuelano perdeu o controle da Lotus e foi parar no muro, chamando o safety-car.

Nasr, que estava em sexto neste momento, teve uma boa relargada na saída do carro de segurança e superou Carlos Sainz Jr, mesmo com a asa traseira móvel ainda proibida.

O piloto da Sauber passou a ser pressionado por Daniel Ricciardo e Raikkonen, mas soube economizar o equipamento – outra característica da época da GP2 – e abrir uma breve vantagem antes da parada nos boxes. Após o pit-stop, ele manteve o mesmo ritmo e foi um dos cinco pilotos a cruzar a linha de chegada na volta do líder.

Com o resultado, Nasr se tornou o brasileiro com melhor estreia na história da F1, em que pese 15 carros terem largado para a prova e apenas 11 terminado. Ainda que o número de competidores tenha sido pequeno, o piloto da Sauber não cometeu erros e conseguiu conquistar o primeiro top-5 da carreira.

É improvável que as próximas corridas tenham duas Lotus, uma Red Bull, uma Williams e uma McLaren abandonando antes de a primeira volta ser completada. Por essa razão, é difícil que Nasr consiga repetir o resultado de Melbourne em situações normais, mas o brasileiro já mostrou um belo cartão de visitas na F1.

O problema é que tudo é muito rápido no principal campeonato do automobilismo mundial. Da mesma forma que em apenas seis voltas ninguém mais o chamava de pagante, basta dois ou três erros feios nas próximas corridas para que as críticas voltem a aparecer.

O melhor agora é continuar focado e trabalhando duro para marcar pontos sempre que possível, mesmo que seja apenas um ou dois por prova.

P.S.: Com os dez pontos marcados na Austrália, Nasr igualou a pontuação obtida por Pedro Paulo Diniz e Maurício Gugelmin na carreira. Os dois, no entanto, correram em época cuja regra era diferente e apenas os seis melhor colocados somavam pontos.

P.S.2: Você pode clicar aqui para conferir os resultados completos da F1 na Austrália, além das outras principais categorias do automobilismo mundial neste fim de semana.