O maior prejuízo da McLaren na pré-temporada da F1

A McLaren pouco andou durante a pré-temporada
A McLaren pouco andou durante a pré-temporada

Testes de pré-temporada geralmente não dizem nada como será o campeonato. Algumas equipes preferem esconder o jogo, enquanto outras aproveitam pneus novos e tanque vazio para dar voltas voadoras, marcar ótimos tempos e tentar descolar um patrocinador ou outro antes da primeira corrida.

A F1 na Espanha não fugiu a essa regra do mistério. Ferrari, Lotus, Williams e Sauber dividiram a primeira posição nas últimas semanas, mas quem impressionou mesmo foi a Mercedes.

A equipe atual campeã do Mundial de Construtores deu mostras do que é capaz no sábado, dia 28, ao colocar Lewis Hamilton na primeira colocação. O britânico estava com pneus mais duros que os adversários e mesmo assim conseguiu fechar na ponta.

Por outro lado, na parte debaixo da tabela, a situação é um pouco mais clara. Tendo retomado a parceria com a Honda, a McLaren praticamente não conseguiu andar. O time de Woking deu 380 voltas entre as atividades em Jerez e em Barcelona, acumulando 1750,9 km.

Em comparação, a Force India, que estreou o VJM08 apenas na última sexta, deu 365 voltas com o novo bólido, tendo percorrido 1699 km.

A diferença é que a Force India conta com o bom motor Mercedes – dominante na última temporada –, enquanto a McLaren ainda precisa desenvolver o propulsor da Honda, que estreia neste ano.

O principal prejuízo da McLaren pela falta de quilometragem é o que o chefe do time, Eric Boullier, chamou de “corrente de consequências” em entrevista à revista inglesa Autosport.

É fácil entender a corrente de consequências. Quando a McLaren é obrigada a recolher o carro às garagens por alguma falha, ela precisa gastar algumas horas para consertá-lo. Muitas vezes, é preciso improvisar para solucionar algum problema, já que a F1 estava em um momento de pré-temporada, e o número de peças de reposição é pequeno.

Com soluções de última hora, o carro acabava quebrando de novo, recomeçando o processo. Sem poder percorrer muitas voltas de uma vez só, a McLaren mal foi capaz de ver o que acontece com o equipamento em uma situação desgastante como uma corrida. Da mesma forma, não conseguiu conferir como os pneus se comportam durante uma prova nem avaliar o verdadeiro rendimento do equipamento.

É por esse atraso que a previsão da McLaren é só conseguir extrair todo o potencial do MP4/30 a partir do começo da temporada europeia, no GP da Espanha, em 10 de maio.

O campeonato começa em duas semanas, no dia 15 de março, em Melbourne. O próprio GP da Austrália é uma preocupação para o time de Woking, uma vez que a reestreia de Fernando Alonso não está confirmada. O espanhol sofreu um forte acidente nos testes em Barcelona e passou alguns dias internados no hospital.

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