A corrida da F3 Brasil sem vencedor

A corrida da divisão Light da F3 em Curitiba não teve vencedor - foto de duda bairros/vicar
A corrida da divisão Light da F3 em Curitiba não teve vencedor – foto de duda bairros/vicar

O que acontece se todos os carros de uma corrida abandonarem? Essa é uma das perguntas mais comuns de quem começa a acompanhar o automobilismo.

E foi justamente isso o que aconteceu na divisão Light da F3 Brasil, neste domingo, em Curitiba. Todos os sete pilotos que competem com o Dallara F301 se acidentaram ainda na primeira volta da segunda bateria da etapa paranaense, e a prova foi declarada sem vencedor.

Os torcedores, porém, ainda puderam acompanhar algumas disputas por posição, já que os equipamentos da divisão principal passaram ilesos pela largada. No fim, o ganhador na classificação geral foi Matheus Iorio, que se aproveitou de uma quebra de Pedro Piquet.

Por causa do grande acidente no começo da corrida, a divisão Light da F3 vive uma situação curiosa. Após duas corridas, apenas três pilotos marcaram pontos. O líder do campeonato é Guilherme Samaia, vencedor da prova no sábado, com 15 pontos. Matheus Muniz, com 12, é o segundo, seguido por Pedro Cardoso, com nove.

Essa não foi a primeira vez que uma corrida terminou sem vencedor. Nos últimos anos, aliás, essa situação tem sido relativamente comum.

A polêmica água de Ekström
A polêmica água de Ekström

Em 2013, a prova do DTM em Norisring teve Mattias Ekström cruzando a linha de chegada na frente. No entanto, o piloto sueco bizarramente acabou desclassificado por ter recebido uma garrafa de água do pai, quando ainda estava no parque fechado.

Como isso é proibido, não teve jeito. A Audi até protestou, mas a desclassificação foi confirmada. O problema é que a organização do principal campeonato alemão de turismo manteve o resultado final da prova. Sem Ekström, o piloto mais bem classificado acabou sendo Robert Wickens, que terminou em segundo.

Situação parecida aconteceu na F3 Euro, em 2012, novamente em Norisring. Daniel Juncadella venceu a primeira bateria daquele fim de semana, mas acabou punido por causar acidentes com Raffaele Marciello e Pascal Wehrlein.

Com o espanhol fora da classificação, a FIA decidiu não promover William Buller para o degrau mais ato do pódio, e a prova também foi declarada sem vencedor.

É o contrário do que acontecer com a Nascar. Na categoria norte-americana, mesmo que o vencedor seja punido após a prova, ele mantém o triunfo. A penalização acaba sendo em pontuação e/ou dinheiro, o que acaba fazendo a conquista perder o valor.

Como vitórias são fundamentais para que os pilotos avancem nos playoffs, nessa situação a Nascar também faz o triunfo não valer. Mas em momento algum cassa a vitória do piloto. Ou seja, o torcedor volta para casa sabendo quem ganhou – e que a corrida teve um ganhador.

O curioso é que geralmente as corridas sem vencedor acontecem por punição ao piloto primeiro colocado. Na F3, o motivo foi uma batida.

Você pode clicar aqui para ver o preview da temporada 2015 da F3 Brasil.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s