Pedro Piquet vai em busca do bicampeonato da F3 Brasil - foto de marcus cicarello/vicar
Pedro Piquet vai em busca do bicampeonato da F3 Brasil – foto de marcus cicarello/vicar

Depois de ressurgir no ano passado, com um grid com em média 15 carros, a F3 Brasil retorna em 2015 com a expectativa de continuar revelando bons pilotos.

O único problema para o campeonato que começa neste fim de semana, em Curitiba, é que a luta será pelo vice. Isso porque o vencedor do ano passado, Pedro Piquet, resolveu permanecer no país por mais um ano para terminar os estudos e está de volta à categoria para defender a taça.

Por se tratar de um campeão, o favoritismo do filho de Nelson Piquet já é enorme. E ele fica ainda maior se levar em conta que o grid deste ano é mais inexperiente que o de 2014.

Para ser campeão na última temporada, o piloto da Cesário precisou superar Lukas Moraes, que já havia disputado a F-Abarth, na Itália, e Bruno Etman, campeão da F3 Sudam Light no ano anterior.

Nenhum dos dois continua na categoria neste ano. Além disso, a classe A da F3 dessa vez não tem competidores com grande experiência internacional, enquanto o campeão da divisão Light na última temporada, Vitor Baptista, decidiu não permanecer no certame e deve continuar a carreira na Europa.

Com isso, Piquet terá como principais rivais os veteranos Leonardo de Souza (Kemba), Artur Fortunato (A.Fortunato) e Fernando Croce (Hitech), que já estavam na classe A no ano passado, além de Matheus Iorio (Cesário) e Nicholas Silva (RR), promovidos da Light.

Christian Hahn estreia na F3 pela Hitech
Christian Hahn estreia na F3 pela Hitech

O grid da divisão principal ainda conta com os estreantes Carlos Cunha Filho (CF3), Rodrigo Baptista (PropCar) e Christian Hahn (Hitech), filho de Marcelo Hahn, parceiro de Allam Khodair na época do GT Brasil.

O último nome é Giuliano Raucci, piloto de destaque no kartismo internacional e que voltou ao Brasil para fazer a transição para os monopostos pela equipe da família, a RR. Segundo o pai do garoto, Rogério Raucci, ele também deve participar da F4 Italiana, mas nada foi anunciado até agora.

O segundo kartista famoso no grid é Pedro Cardoso. Depois de conquistar diversos títulos no começo da carreira, ele iniciou a transição para os carros no ano passado, tendo disputado a Ginetta Junior, a F-Junior e uma etapa do MRF Challenge.

Agora o brasiliense conta com o apoio da Academia de Pilotos da Shell para avançar no automobilismo.

Como Cardoso vai participar da divisão Light com o equipamento usado por Baptista na campanha do título, ele também aparece como favorito. Aliás, será uma surpresa muito grande se a equipe Cesário não conseguir repetir as conquistas de 2014.

Atual vice-campeão da F4 Sudam, Felipe Ortiz, da RR, aparece na teoria como o maior rival do piloto de Brasília.

Aliás, vale um parêntese, é bom ver que os três brasileiros da F4 Sudam do ano passado conseguiram dar continuidade à carreira. Além de Ortiz, Bruno Baptista – o vencedor – já fechou para correr na F-Renault Alps, enquanto Enzo Bortoleto estará na F4 Inglesa.

Os 17 carros de Curitiba ainda contam com Guilherme Samaia (Cesário), Andres Visnardi (RR), Dario Lintz (EMB) e Matheus Muniz e Igor Fraga (PropCar).