Mudança de paradigma na Dams

A Dams terá os pilotos da Red Bull em 2015
A Dams terá os pilotos da Red Bull em 2015

Tricampeã da GP2 nos últimos quatro anos, a Dams ganhou o noticiário nesta semana ao anunciar Pierre Gasly e Alex Lynn, ambos do Red Bull Junior Team, para a próxima temporada.

Já era difícil imaginar como a esquadra francesa conseguiria melhorar após um ano perfeito em 2014, unificando os títulos da GP2 e da World Series by Renault, com Jolyon Palmer e Carlos Sainz Jr, respectivamente. Mas o time de Jean-Paul Driot resolveu isso ao assinar com dois dos principais jovens talentos do esporte a motor.

A contratação dos dois pupilos da Red Bull, no entanto, termina com uma tendência da Dams de apostar em pilotos experientes. Afinal, todos os três títulos da escuderia na GP2 foram conquistados por veteranos, tanto em idade, quanto no campeonato.

O primeiro veio com Romain Grosjean, em 2011. Depois da primeira passagem frustrada do francês pela F1, ele contou com o suporte de Eric Bouller, então chefe de equipe da Dams, para conseguir retomar a carreira. Primeiro ele competiu na AutoGP e depois retornou à GP2, tendo conquistado a taça de forma dominante.

Só que entre idas e vindas ao campeonato, o gaulês abriu a temporada 2011 já com 24 anos e iniciando o quarto ano na categoria. O único detalhe é que Grosjean não participou de todas as provas de 2009 e 2010 por causa da F1. Confira os números completos dos pilotos da Dams na tabela abaixo.

dams

Depois do francês, Davide Valsecchi, também aos 24 anos, foi o campeão da GP2 no ano seguinte, no quinto ano no certame. Já Palmer iniciou a temporada passada aos 22 de idade, mas no quarto ano na categoria, quando obteve um recorde de 12 pódios em 22 coridas.

A única exceção acabou sendo Marcus Ericsson. O companheiro de Felipe Nasr na Sauber tinha 22 anos quando correu pelo time francês, em 2013, mas não conseguiu ir além do sexto lugar na tabela de pontos. O sueco, porém, se envolveu em diversos acidentes e sofreu com problemas mecânicos durante a campanha, mas não teve culpa na maior parte desses incidentes.

Aliás, o próprio piloto brasileiro também teve uma passagem pela Dams. Em 2012, ele estreou na GP2 pela escuderia francesa, mas como o time priorizava Valsecchi na luta pelo título, Nasr resolveu voltar para a Carlin sem sentir maiores saudades.

A presença do brasileiro, assim como a de Pal Varhaug, outro então novato na categoria, revela que nem sempre a equipe de Driot contou apenas com veteranos. A diferença é que eles tinham companheiros muito mais velhos e que de fato lutavam pela taça. Dessa vez, nem Gasly, nem Lynn têm um ano completo no certame.

E o desafio dos dois pilotos da Red Bull é ainda maior. Afinal, chegou o momento de a Dams responder se os três títulos vieram em decorrência de ter o melhor carro/equipe ou se a experiência de Grosjean, Valsecchi e Palmer, todos com diversos anos na GP2, fez a diferença. Até porque, enquanto os rubro-taurinos praticamente estreiam no campeonato, agora é a vez de as outras equipes poderem dar continuidade ao trabalho que já vêm fazendo.

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