O país do automobilismo na América do Sul

A Argentina está no caminho de diversos mundiais em 2015
A Argentina está no caminho de diversos mundiais em 2015

O relatório da investigação do acidente de Jules Bianchi e as novas regras para a obtenção da superlicença foram os principais assuntos discutidos pelo Conselho Mundial da FIA, na última semana, no Qatar. Mas a entidade também tratou de outros temas, como a confirmação do calendário de 2015 de diversas modalidades.

Acompanhe comigo. No dia 10 de janeiro, a F-E visita Buenos Aires para a quarta etapa do certame. Dois meses depois, entre 6 e 8 de março, é a vez do WTCC abrir a temporada em Termas do Río Hondo. Em 26 de abril termina o Rali da Argentina, do WRC, enquanto no fim do ano, de 27 a 29 de novembro, o Mundial de Rallycross correrá em San Luis.

Não ficando restrito apenas às categorias da FIA, a Argentina ainda recebe o Dakar no começo do ano e terá uma etapa do TCR, o novo campeonato de carros de turismo, uma versão barata do WTCC, em julho.

O país vizinho ainda é citado no documento do Conselho Mundial com a FIA agora adotando o regulamento do Turismo Nacional como um dos padrões para os campeonatos de stock car em todo o mundo. Isto é, os países que quiserem começar um novo certame da modalidade segundo o regulamento da FIA poderão usar as regras argentinas.

O Brasil, por outro lado, só aparece uma única vez nas deliberações da entidade. Obviamente, é na confirmação da etapa da F1, dia 15 de novembro de 2015.

Para o ano que vem, o país perdeu a etapa do Mundial de Endurance (WEC), devido às obras em Interlagos. A intenção é que a categoria retorne a São Paulo em 2016, mas para isso precisa resolver os problemas de Emerson Fittipaldi na promoção do evento. A outra competição da FIA que estará por aqui no ano que vem é a versão sul-americana do Troféu Academia, um importante torneio de kart internacional.

Há ainda a possível corrida da Indy em Brasília, mas sem a chancela da entidade.

Por outro lado, o país teve uma etapa do WTCC em Curitiba há alguns anos, houve negociações para uma corrida da F-E no Rio de Janeiro e disputou com a Polônia para sediar o WRC nesta temporada.

Ou seja, a grande questão é se vale a pena perder as categorias menores em troca do principal evento do esporte a motor mundial, a F1. Para os torcedores, a resposta é claro que não. Quem acompanha o automobilismo obviamente gostaria de poder assistir ao vivo às principais competições mundiais.

Já do ponto de vista financeiro, a CBA divulgou o balanço de 2013 com prejuízo de R$ 1.869.776. Para este ano, as previsões são ainda mais pessimistas, uma vez que a entidade deixou de receber o valor pago pela Indy – R$ 168.800 – no ano passado e também os R$ 394.913 da F1. É que, segundo o colega Renan do Couto, em 2014, a confederação não teve participação na promoção do GP do Brasil, por isso também não teve direito a receber o pagamento da FIA.

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