Carlin na Indy Lights

A Carlin vai correr na Indy Lights e na GP2 (e na F3, F4, GP3 e World Series by Renault) em 2015
A Carlin vai correr na Indy Lights e na GP2 (e na F3, F4, GP3 e World Series by Renault) em 2015

Equipe defendida por Felipe Nasr em três das últimas quatro temporadas, a Carlin anunciou no início da semana que vai disputar a Indy Lights em 2015. A esquadra inglesa enxergou um mercado em crescimento nos Estados Unidos e decidiu entrar no certame de base no próximo ano, quando haverá a estreia de um novo carro, o IL-15.

A ida da Carlin para os EUA está diretamente ligada com a crise que ronda a F1. Os jovens pilotos do mundo inteiro perceberam que só há duas maneiras de chegar à principal categoria do automobilismo mundial: ou pagando verdadeiras fortunas, ou fazendo parte do programa de desenvolvimento de alguma grande escuderia.

E mesmo assim não há garantias. Campeão da GP2 em 2013, Fabio Leimer tinha um mecenas o apoiando em toda a carreira e não conseguiu uma vaga no grid. Endinheirados como Rodolfo González, Ricardo Teixeira e Dani Clos passaram longe da categoria, participando no máximo de alguns treinos livres.

Dentro dos grandes times, as chances também são poucas. Para cada Max Verstappen que recebe uma oportunidade, existe uma longa lista contendo Tom Blomqvist, António Félix da Costa, Beitske Visser, Alex Albon, Callan O’Keeffe, cortados dos programas juniores em algum momento.

É por isso que, junto com a notícia da Carlin, a Indy tem divulgado as intenções de Jean-Éric Vergne, Alexander Rossi e Dean Stoneman (vindos da F1, GP2 e GP3, respectivamente) de competirem na principal categoria de monopostos dos EUA. Afinal, garotos e garotas do mundo inteiro sonharam em correr na F1 em algum momento da carreira. Como as chances de isso acontecer estão ficando cada vez mais baixas, então eles passaram a procurar alternativas para continuar nos carros de fórmula.

E é aí em que a Carlin entra. Tendo uma equipe inglesa na Indy Lights significa que os jovens pilotos que trocarem a Europa pelos EUA vão encontrar um ambiente com uma mentalidade de trabalho já conhecida. Precisando se adaptar a tantas coisas – como a cultura norte-americana, o novo carro, os ovais –, ao menos para eles o trato com engenheiros e mecânicos já estará encaminhado.

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3 comentários sobre “Carlin na Indy Lights

  1. Cara, será que a Carlin consegue manter o nivel, porque ela doninou a F3 inglesa, mas praticamente não tinha concorrência, na GP2 e na WSbR fica por ali,mas não ganha campeonato, venceu a GP3 esse ano, mas na F3 Euro nunca fez nada demais, se eu fosse piloto ficaria com o pé atrás, pra mim essa equipe só tem geife.

    1. Bicampeã da World Series by Renault em 2010 e 2011, vice (e outros 3 carros no top-10) da F3 Euro neste ano, terceira colocada na GP2 e campeã e quinta colocada na GP3 neste ano.

      Mas eu concordo com você. São muitas categorias, difícil manter o foco e conseguir ter mecânicos e engenheiros com a mesma qualidade trabalhando em todos os carros. O que pode ajudar é a sede da Indy Lights ser nos EUA e poder contratar gente especializada, que não vai dividir atenções com as outras categorias.

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