Até que ponto vale investir em jovens pilotos?

A McLaren precisa decidir qual caminho seguir quanto ao investimentos em jovens pilotos
A McLaren precisa decidir qual caminho seguir quanto ao investimentos em jovens pilotos

A McLaren já avisou que o anúncio da dupla de pilotos para a temporada 2015 da F1 só virá no mês que vem. Até lá, fica a dúvida sobre quem será o companheiro de Fernando Alonso. Para isso, a escuderia de Woking tem duas opções:

A primeira é manter Jenson Button, que já trabalhou com a Honda, é mais experiente e pode ajudar o espanhol a desenvolver o novo carro. O britânico, aliás, mais do que provou ser capaz de somar pontos de forma consistente, o que é importantíssimo para o Mundial de Construtores e a consequente premiação.

A segunda alternativa é seguir com Kevin Magnussen. Campeão da World Series by Renault no ano passado, o dinamarquês é tratado como um piloto promissor – e mais barato. Além disso, ele não representa uma ameaça a Alonso para ser número 1. A ideia, portanto, é que ele consiga pontuar da forma mais constante possível ao mesmo tempo em que se desenvolve, enquanto o espanhol vai conseguindo os principais resultados.

Caso a McLaren queria uma terceira opção, ela pode escolher Stoffel Vandoorne. O belga do time júnior da escuderia está na luta pelo vice-campeonato da GP2, categoria na qual conquistou quatro vitórias neste ano, além de quatro poles seguidas, um feito inédito no certame. Entretanto, o chefe da equipe inglesa, Eric Boullier, já afirmou que a tendência é o garoto permanecer no campeonato de acesso por mais uma temporada.

Quando se tem tantos bons pilotos assim disputando uma vaga, não é um problema ruim. Pelo contrário. É uma situação muito melhor, por exemplo, que precisar optar por quem paga mais. No entanto, essa situação de não ter lugar para todo mundo é bastante comum para as equipes que resolvem investir em desenvolver jovens talentos, mas sabem que só vão conseguir resultados com veteranos estabelecidos.

A Red Bull tem uma equipe apenas para dar chances aos garotos
A Red Bull tem uma equipe apenas para dar chances aos garotos

É o que a Renault viveu há alguns anos. Após conquistar os dois títulos mundiais com o mesmo Alonso, a escuderia francesa passou a dar mais importância aos garotos. Nesse período, passaram pelo time Heikki Kovalainen, Nelsinho Piquet e Romain Grosjean, além de Lucas Di Grassi, que nunca deixou a função de reserva. Só que nenhum deles foi capaz de se estabelecer na F1, uma vez que sempre havia a pressão interna para dar uma chance para quem estivesse se destacando nas categorias de base. A situação era tão tensa, que Robert Kubica, sem oportunidades, chegou a ser dispensado pela fabricante antes de assinar com a BMW.

A situação é similar com a McLaren. Não há dúvidas de que – do ponto de vista do desempenho – seria mais vantajoso ter Alonso e Button para o ano que vem, mas existe a pressão para continuar o investimento em Magnussen, ao mesmo tempo em que Vandoorne começa a ser firmar. Assim, a tendência é em 2015 voltarmos a este mesmo assunto, mas com o belga como protagonista. E isso tudo sem falar em Nyck De Vries, agora na World Series by Renault.

A única equipe grande da F1 que conseguiu contornar esse problema foi a Red Bull. Desde que passou a tratar a Toro Rosso como um time B, a esquadra de Milton Keynes foi capaz de dar oportunidade a diversos jovens na F1, mas sem que isso atrapalhasse a continuidade da dupla principal, o que foi fundamental para a conquista dos quatro títulos de Construtores consecutivos, de 2010 a 2013.

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