GP de Macau de F3 2014

Uma das coisas mais legais de Macau é o layout da Prema imitando o icônico patrocínio da Marlboro
Uma das coisas mais legais de Macau é o layout da Prema imitando o icônico patrocínio da Marlboro

Antes de a F1 existir, havia diversas corridas mundo afora, chamadas Grand Prix. Quando o Mundial foi criado, em 1950, o calendário nada mais era que a unificação desses GPs em um só campeonato, com o vencedor sendo o piloto que somasse mais pontos. A partir daí, a FIA – que organizava a F1 – trabalhou para restringir o uso do nome Grand Prix. Ou seja, apenas as etapas da F1 oficialmente podem ser chamadas assim.

Claro que nem todo mundo obedece à entidade mundial. A Indy, por exemplo, reviveu o GP de Indianápolis este ano. Aqui no Brasil, a F-Truck disputa o GP Lubrax que passa longe do que eram os Grand Prix da primeira metade do século passado. Apesar disso, há exceções. Poucas corridas são autorizadas pela FIA a serem chamadas de GP mesmo fora da F1. Uma delas é o GP de Macau, que será realizado neste fim de semana.

A corrida no Circuito da Guia está na 61ª edição e desde 1983 é disputada por carros de F3. Durante muitos anos, ela servia como um mundial, já que reunia equipes dos campeonatos europeu, alemão, francês, inglês, italiano e japonês. Mas como a F3 Euro se tornou a principal categoria da modalidade nos últimos anos, hoje a prova de Macau é disputada praticamente pelos mesmos pilotos e equipes da temporada regular europeia, com apenas algumas mudanças pontuais no grid.

Dessa forma, nada mais natural que colocar o campeão da F3 Europeia como favorito para vencer em Macau, certo? Mas aí que está o problema. Apenas uma vez o primeiro colocado no certame continental foi o vencedor do GP asiático. Foi em 2010, quando Edoardo Mortara – um dos maiores especialistas da história no Circuito da Guia – fez a dobradinha.

Desde então, o campeão da F3 vem enfrentando algum problema durante a prova. Ano passado, por exemplo, Raffaele Marciello estava na terceira colocação e tentava se aproximar da luta pela liderança quando rodou na entrada da reta, bateu no muro e deus adeus às chances de título.

Assim, a pressão em 2014 está em Esteban Ocon. Piloto em desenvolvimento da Lotus, o francês ganhou a F3 Europeia com dez vitórias e agora retorna à Macau para tentar acabar com esse tabu. O garoto, porém, terá um trabalho difícil pela frente, uma vez que já se envolveu em um acidente no treino livre desta quinta-feira e ficou apenas com a décima colocação no classificatório.

Max Verstappen pode unificar os títulos do Masters de F3 e de Macau no mesmo ano
Max Verstappen pode unificar os títulos do Masters de F3 e de Macau

Quem está de olho no fracasso do francês é Max Verstappen. Já confirmado na Toro Rosso em 2015, o holandês está fazendo a despedida das categorias de base neste fim de semana e espera conquistar mais um título. Ele já havia ganhado o Masters de F3, em Zandvoort, no meio do ano, e pode ser um dos poucos que unificaram essas duas taças.

O que favorece o neerlandês é o retrospecto. As duas últimas edições do GP foram vencidas por pilotos da Red Bull. Enquanto António Félix da Costa chegou na frente em 2012, Alex Lynn segurou o luso para ganhar no ano passado. É verdade que o britânico ainda não fazia parte da escola rubro-taurina na época, mas foi justamente a conquista no Circuito da Guia que o catapultou para o esquema de Helmut Marko.

E repetir Lynn é o desejo de diversos pilotos. Nomes como Tom Blomqvist, Felix Rosenqvist e Lucas Auer, que já estão há algum tempo militando nas categorias de base, sabem que uma vitória em Macau pode ser a oportunidade da vida de garantir contrato com alguma equipe de F1, montadora ou programa de jovens pilotos.

É por isso que o GP sempre atrai gente de outras categorias. Após testar pela Caterham, Roberto Merhi foi convidado pela Double R para disputar a prova e lutar pela vitória. Stefano Coletti, por sua vez, trocou a GP2 pela F3 pelo segundo ano seguido por um fim de semana para tentar chegar ao degrau mais alto do pódio.

Aliás, o curioso da lista de inscritos deste ano é que ninguém fez o caminho contrário. Isto é, não há pilotos vindos de campeonatos ainda menores – como a F-Renault – de olho em ganhar experiência tanto no Circuito da Guia quanto com o maquinário de F3, já pensando no ano que vem. No ano passado, o próprio Ocon foi um dos destaques da prova ao fechar em décimo, mesmo recém-saído da F-Renault.

Ainda falando na corrida de 2013, a terceira colocação ficou com o brasileiro Pipo Derani, que neste ano se dividiu entre o automobilismo norte-americano e provas de endurance na Europa. Para o 61º GP, nenhum piloto do Brasil está inscrito, embora seja mais uma questão de entressafra que declínio do automobilismo daqui. Só há um alemão – Markus Pommer – inscrito em 2014, mas ninguém vai dizer que o esporte a motor esteja em crise no país europeu.

O único brasileiro que estará por Macau neste fim de semana é Augusto Farfus, mas o paranaense vai defender a BMW na cada vez mais prestigiada corrida de carros de GT.

Você pode clicar aqui para ver a programação para o fim de semana em Macau, assim como todos os resultados.

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