O boom do GT nos EUA

Marcelo Hahn foi um dos pioneiros ao enxergar o potencial do Pirelli World Challenge
Marcelo Hahn foi um dos pioneiros ao enxergar o potencial do Pirelli World Challenge

Último campeão da história do GT Brasil e das categorias subsequentes, Marcelo Hahn entendeu que, se quisesse continuar andando de gran turismo, precisava sair do país. Com a popularização dos carros GT em todo o mundo, não seria difícil encontrar um destino. Mas o eterno parceiro de Allam Khodair optou por um caminho pouco ortodoxo ao viajar para os Estados Unidos e participar do não muito conhecido Pirelli World Challenge, um campeonato similar ao Blancpain Sprint Series que acontece por lá.

Apesar de existir desde a década de 1990, o torneio vem cada vez mais ganhando importância. Na última temporada, o grid reuniu alguns veteranos de corridas GT – como o campeão Johnny O’Connell – e nove montadoras participando em tempo integral: Cadillac, Audi, Ferrari, Porsche, McLaren, Bentley, Dodge, Lamborghini e Mercedes. Isso sem falar em Aston Martin, Nissan e Acura, que entraram em algumas rodadas.

A sólida temporada de 2014 fez a categoria colher resultados. Para o ano que vem, várias equipes da United Sportscar já anunciaram que estão revendo os planos e deixando as corridas de longa duração para se dedicar ao World Challenge.

Uma delas é a Turner Motorsport, que venceu a USCC na divisão GTD. Para o ano que vem, a escuderia anunciou que competirá no certame da Pirelli com dois carros. A justificativa para a mudança é a liberdade que a categoria dá, permitindo aos times usarem as especificações de fábrica do carro. Ou seja, a Turner poderá contar com as BMW equipadas com controle de tração, freios ABS e todo o desenvolvimento aerodinâmico.

Na United Sportscar, a esquadra é obrigada a fazer diversas mudanças restritivas no equipamento por causa das regras. Apesar disso, a Turner ainda não descarta ter um time separado para as corridas de longa duração caso encontre o orçamento necessário.

Quem também já anunciou a mudança é a NGT. Equipe defendida pelo saudoso Sean Edwards nos Estados Unidos, a esquadra disse que planeja inscrever quatro ou cinco carros da montadora alemã no World Challenge no ano que vem, além de participar da Porsche Cup norte-americana.

Já a Flying Lizard, tricampeã da ALMS, ainda não dá como certa a mudança. O time cogita alinhar três Audi na categoria da Pirelli, mas, como também espera a resposta de pilotos e patrocinadores para a United Sportscar, preferiu deixar todas as portas abertas. Ao contrário da Turner e da NGT, o motivo alegado pelo time californiano para a troca de categorias é a insatisfação com o balance of performance da USCC, o que deixou as máquinas de Ingolstadt pouco competitivas neste ano.

Por fim, até a Conquest, que esteve na Indy há alguns anos, também quer participar do Pirelli World Challenge em 2015. A equipe negocia para inscrever dois carros da Mercedes, assim como participar da Indy Lights.

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