O treino dos campeões da F-Renault

Pietro Fittipaldi foi o único brasileiro em Jerez
Pietro Fittipaldi foi o único brasileiro em Jerez

Um dos segredos do crescimento da popularidade da F-Renault é o chamado treino dos campeões. Como o próprio nome indica, para essa atividade a montadora francesa convida pilotos que venceram torneios menores – ou se destacaram – ao redor do mundo para terem o primeiro contato com o equipamento do certame.

No geral, dá certo. Os pilotos ficam impressionados com o que encontram e começam a trabalhar juntos com os empresários para fechar um acordo para disputar a categoria. O treino dos campeões acontece um dia após o encerramento da temporada, o que diminui o custo, uma vez que todo o equipamento já está no circuito.

Neste ano, o treino aconteceu nesta segunda-feira, em Jerez de la Frontera, e contou com a presença de Pietro Fittipaldi como único brasileiro. Após ser campeão da F-Renault Inglesa pela equipe MGR, o brasileiro disputou algumas etapas da Alps tanto pela escuderia inglesa quanto pela Koiranen e fez a estreia na Eurocup no mesmo circuito andaluz no fim de semana.

Por isso, era natural que Fittipaldi já tivesse uma vantagem na adaptação com relação aos novatos. Testando pela Fortec, o brasileiro não decepcionou e fechou os testes com o terceiro tempo na parte da manhã. Durante a tarde, o neto de Emerson focou nas simulações de corrida, caindo para 26º. Na soma dos tempos, ficou com o oitavo lugar.

O mais rápido acabou sendo Jake Hughes. Primeiro campeão da história da F4 Inglesa, o britânico demorou a se encontrar em 2014. Ele começou o ano correndo pela equipe de Mark Burdett na F-Renault Norte-Europeia, mas a limitação do equipamento o impediu de disputar pódios, vitórias e o título.

A evolução só começou a aparecer quando o piloto mudou de casa e assinou com a ART Junior. Para os treinos da pós-temporada, Hughes seguiu com a esquadra francesa e dominou ao cravar 1min41s044, sendo quase 0s6 mais rápido que Seb Morris. O galês, aliás, foi o destaque parte final do ano da F-Renault NEC, tendo fechado com o terceiro lugar. A exemplo de Hughes, Morris também teve passagem pela F4 Inglesa.

Jake Hughes, da BMW, colocou a ART Junior na frente
Jake Hughes, da BMW, colocou a ART Junior na frente

O resto do top-5 da atividade foi dominado por pilotos mais experientes. Vice-campeão da F-Renault Eurocup, Dennis Olsen terminou em terceiro ao fazer o shakedown do equipamento da nova equipe Strakka, que pretende disputar a temporada completa no ano que vem. Vice-campeão da NEC, Louis Délétraz foi o quarto, com Callan O’Keeffe, bancado pela Lotus, concluindo em quinto após trocar a KTR pela Prema para os ensaios.

Outro piloto da Lotus foi o sexto colocado. Apontado como a grande revelação da escuderia inglesa desde Esteban Ocon, Dorian Boccolacci deixou o ano não tão bom na F4 Francesa para trás e foi o melhor novato das atividades no segundo carro da Prema. Também vindo do campeonato francês, o australiano Joseph ‘Mawesome’ Mawson foi o sétimo, uma posição à frente de Fittipaldi, sendo que ambos andaram com a Fortec.

A nona posição foi de Patricio O’Ward, provavelmente o novo grande nome do automobilismo mexicano. O garoto começou a carreira apenas no mês de maio, ao completar 15 anos, e nunca decepcionou. Mesmo tendo perdido duas rodadas da F4 Francesa por causa da idade, ele é o sétimo na tabela e esteve entre os mais rápidos quando testou nos Estados Unidos pela USF2000 e pela Pro Mazda. Aqui, um conselho: olho nele. Com o apoio certo, ele pode chegar longe.

Outro australiano completou o top-10. Campeão da F-Renault 1.6 NEC, Anton de Pasquale andou com o carro da Josef Kaufmann e, ao lado de Mawson, quer provar que o sucesso do distante país da Oceania no automobilismo não está restrito apenas à geração de Daniel Ricciardo, Mark Webber e Will Power.

Entre os outros vencedores, Harrisson Scott, que briga nos tribunais pelo título da F-Ford, foi o 13º, uma posição à frente de Lasse Sorensen, ganhador da F4 Francesa. O curioso é que o campeão do certame gaulês nunca teve sucesso na F-Renault, e o desempenho do dinamarquês neste primeiro treino indica que o tabu ainda deve ser mantido. Já Joonas Lappalainen, vencedor da F-Renault 1.6 Nórdica, não foi além do 20º lugar.

Para encerrar, três destaques finais. Vice-campeão europeu de kart, Nicklas Nielsen foi o melhor entre os kartistas, com o 22º lugar. Só que o desempenho não é tão bom em comparação com o ano passado, quando George Russell foi o quarto e Max Verstappen, o sétimo, sendo que ambos também estavam fazendo a transição para os monopostos.

Já o príncipe Ferdinand Habsburg, da dinastia dos Habsburgo, que ouvimos falar em algum momento das aulas de história de Portugal fechou em 28º, entre os 30 competidores.

Abaixo você pode conferir os tempos de Jerez. A origem de cada um dos pilotos está antes do nome da equipe pela qual testou. Quem está marcado como Eurocup é que continua na F-Renault depois de ter disputado o certame em 2014:

temposrenaultjerez

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